Biomarcadores na quimioterapia de indução

Estudo conduzido em Barretos pelo Dr Pedro de Marchi avalia a função dos SNPs (single-nucleotide polymorphism) na toxicidade da quimioterapia de indução baseada em cisplatina e paclitaxel em pacientes com câncer de cabeça e pescoço avançado.

Por Pedro De Marchi, Oncologista Clínico do Hospital de Câncer de Barretos e membro do GBCP

Embora a quimioterapia de indução em pacientes com carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço localmente avançado (LAHNSCC) ainda seja controversa é uma estratégias muitas vezes utilizada na prática clínica. No entanto está potencialmente associada a eventos adversos graves. O desenvolvimento de biomarcadores relacionados à toxicidade à quimioterapia de indução poderia auxiliar na seleção de possíveis candidatos a essa modalidade terapêutica. Este estudo avaliou a associação entre polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) em genes relacionados a metabolismo de drogas e toxicidade a 3 ciclos de quimioterapia de indução com cisplatina 80mg/m2 + paclitaxel 175mg/m2 em participantes do ensaio clínicio de fase II NCT00959387. Os 59 participantes foram avaliados em relação a 47 genes metabólicos (366 SNPs). As toxicidades foram classificadas (CTCAE 3.0) e a análise estatística foi realizada. Resultados: os SNPs rs8187710 (ABCC2) e rs1801131 (MTHFR) foram associados ao aumento do risco de toxicidade gastrointestinal, enquanto os SNPs rs3788007 (ABCG1) e rs4148943 (CHST3) foram associados à diminuição do risco. Dois outros SNPs, rs2301159 (SLC10A2) e rs2470890 (CYP1A2), foram associados ao aumento do risco de toxicidade hematológica. No entanto, esses SNPs não permaneceram significativos após o ajuste para múltiplas comparações. Conclusões: Este estudo não demonstrou relação entre SNPs e toxicidade para quimioterapia de indução em pacientes com LAHNSCC. O pequeno número de pacientes pode ter afetado os resultados.

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