É NOTÍCIA

Categoria : Notícias Paciente

post_autoexame (1)

Autoexame da cabeça e pescoço: como fazer em 6 passos

Os sintomas do câncer de cabeça e pescoço geralmente surgem em fases mais avançadas da doença, mas é importante estar sempre atento a algum sinal . O autoexame da cavidade oral e do pescoço é uma ferramenta importante para a identificar essas alterações e buscar avaliação de um especialista e também para a prevenção. É recomendado a qualquer pessoa, mas principalmente as pessoas fumantes e que consomem regularmente bebidas alcoólicas. 

O processo do autoexame é bem simples e envolve a inspeção visual e palpação em frente ao espelho. 

Durante o processo deve-se observar a cavidade oral (bochecha, lábios, língua, assoalho bucal e palato) e o pescoço. De preferência fazer mensalmente.

O que deve ser observado:

  • Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas
  • Áreas irritadas debaixo de próteses (dentaduras, pontes móveis);
  • Feridas que não cicatrizam
  • Dentes amolecidos;
  • Nódulos ou endurecimento na região da boca
  • Nódulo no pescoço

6 passos para fazer o autoexame:

  1. observe e toque todo o seu rosto.
  2. afaste o lábio inferior e o superior e toque a região para ver se existe alguma ferida, mancha ou coloração diferente
  3. toque e olhe os dois lados internos da bochecha e toda a gengiva para verificar alguma alteração
  4. coloque o dedo indicador por baixo da língua e o polegar por baixo do queixo para identificar se existe alguma alteração no assoalho da boca.
  5. observe a parte de cima da língua, movimente a língua para observar a parte inferior e as laterais.
  6. apalpe o pescoço, embaixo do queixo e todo o contorno para observar se existe algum nódulo, dor ou endurecimento
  7. Importante: se usar prótese dentária (dentadura) retire para fazer o autoexame.
RESULTADO PESQUISA

Pesquisa de Opinião: Mais de um terço dos brasileiros desconhece importância do diagnóstico precoce de câncer de cabeça e pescoço

Com o objetivo de entender o nível de conhecimento dos brasileiros sobre o câncer de cabeça e pescoço e contribuir para diminuir a desinformação sobre os diferentes tipos de tumores que acometem os órgãos desta localidade, o Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP), aplicou questionário que foi respondido por homens e mulheres, a partir de 18 anos, das cinco regiões do país. A pesquisa é alusiva ao “Julho Verde”, mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço.

O questionário on-line, aplicado junto a uma amostra de conveniência, contou com a adesão de 281 participantes. A pesquisa mostra que pouco mais da metade (57,1%) dos entrevistados costumam passar por consulta semestral ou anual para prevenção ou diagnóstico precoce de doenças. Porém, mais de um terço (36,6%) discordam ou não sabem que é maior o sucesso do tratamento de tumores de cabeça e pescoço quando a doença é descoberta no início e 23% dos entrevistados negligenciaram os cuidados com a saúde durante a pandemia da COVID-19.

“Essas informações são um ponto de alerta importante, pois 70% a 80% dos casos no país são diagnosticados já em fase avançada da doença, o que torna o tratamento mais agressivo e com mais sequelas, o que dificulta a reabilitação e reduz exponencialmente a chance de cura”, ressalta Dra. Aline Lauda Chaves, oncologista clínica e nossa presidente.

Segundo a especialista, outros dados preocupantes são que 9 entre 10 participantes têm mais de 34 anos e os homens representaram apenas 8,1% da amostra. “Sabemos que jovens estão mais presentes na internet, mas isso não se refletiu na adesão ao questionário. O baixo interesse pelo tema de pessoas entre 18 e 34 anos e o fato de os homens serem tão pouco impactados, mostra que são gargalos que devemos trabalhar na comunicação das campanhas do Julho Verde”, ressalta Dra. Aline Chaves.

Entre as boas notícias trazidas na pesquisa estão o fato de a maioria da população saber que os principais fatores de risco são o etilismo, infecção pelo vírus HPV e o tabagismo (inclusive o ato de fumar “sem tragar” e em qualquer forma de consumo de tabaco, como narguilé, charuto e cachimbo). A maioria (59%) sabe que o câncer de tireoide é mais comum entre as mulheres.

 

PERFIL DOS ENTREVISTADOS

Entre os 281 participantes, mais da metade (50,4%) são da região Sudeste, seguida por Sul (26,7%), Centro-Oeste e Nordeste (ambas 9,3%) e Norte (4,3%). O perfil demográfico aponta também que 87,5% são mulheres e 64,7% conhecem um familiar, um amigo/conhecido ou é a própria pessoa que teve algum tipo de câncer de cabeça e pescoço. Apenas 5 entrevistados (1,8%) afirmaram nunca terem ouvido falar sobre a doença.

Mais da metade (51,9%) dos entrevistados têm o ensino superior completo (graduação ou algum nível de pós-graduação). Sobre o modelo de assistência ao qual eles marcaram consultas nos últimos doze meses, a maioria acessou pela Saúde Suplementar (58,4%). Os usuários do SUS representam 35,9% e 5,7% afirmaram que não foram ao médico no último ano por não achar necessário.

 

SENTIMENTOS DIANTE DA DOENÇA

A pesquisa mostrou que os entrevistados têm baixa expectativa em relação ao sucesso do enfrentamento da doença. Quando perguntados sobre, independentemente do tipo de câncer de cabeça e pescoço, qual era a primeira palavra que vinha em mente, apenas 18 (6,4%) dos entrevistados optaram por palavras de otimismo (Fé e Vitória). Sofrimento (29,9%), Medo (28,8%) e Morte (15,3%) foram as palavras mais lembradas.

“Outra questão importante que observamos é que o medo de ficar com sequelas funcionais, que dificultam a fala, visão e alimentação, são preocupações muito frequentes, atrás apenas do medo de morrer pela doença”, identifica  Dra. Aline.

As respostas, tabuladas integramente abaixo, incluem a percepção da população sobre os principais mitos e verdades sobre câncer de tireoide, cavidade oral, laringe e faringe.

RESULTADOS COMPLETOS

IDADE
8 – 24 6 (2,1%)
25 – 34 17 (6,0%)
25 – 44 52 (18,5%)
45 – 54 63 (22,4%)
55 – 64 97 (34,5%)
65 – 74 44 (15,7%)
75 ou +  2 (0,7%)

SEXO
 
Feminino 246 (87,5%)
Masculino 35 (12,5%)

QUAL É O SEU GRAU DE ESCOLARIDADE?
Ensino fundamental completo ou incompleto 26 (9,3%)
Ensino médio completo ou incompleto 81 (28,8%)
Ensino superior incompleto 28 (10%)
Ensino superior completo 83 (29,5%)
Pós-graduação, mestrado ou doutorado completo 63 (22,4%)
 

RESIDE EM QUAL REGIÃO DO PAÍS

Norte 12 (4,3%)
Nordeste 26 (9,3%)
Centro-Oeste 26 (9,3%)
Sudeste 142 (50,4%)
Sul 75 (26,7%)
 

VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE TEM OU TEVE ALGUM TIPO DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO?

Sim, um familiar 74 (26,3%)
Sim, um amigo/conhecido 97 (34,5%)
Sim, eu tenho a doença 11 (3,9%)
Não conheço ninguém 94 (33,5%)
Nunca tinha ouvido falar sobre esse tipo de câncer 5 (1,8%)

QUANDO VOCÊ PENSA SOBRE CÂNCER (INDEPENDENTEMENTE DO TIPO), QUAL É A PRIMEIRA PALAVRA QUE SURGE EM SUA MENTE?
Medo 81 (28,8%)
Morte 43 (15,3%)
Sofrimento 84 (29,9%)
Tratamento 52 (18,5%)
13 (4,6%)
Vitória 5 (1,8%)
Nenhuma das anteriores 3 (1,1%)

EM RELAÇÃO À RESPOSTA ANTERIOR, QUAL É O MOTIVO DE MAIOR PREOCUPAÇÃO?
Medo de morrer pela doença 117 (41,6%)
Contar para minha família 13 (4,6%)
Ficar com sequelas funcionais (alimentação, fala, visão, etc) 92 (32,7%)
Medo do tratamento 49 (17,4%)
Alteração da aparência resultante da cirurgia para retirar o tumor 8 (2,8%)
O que as pessoas irão pensar 2 (0,7%)
Perder o emprego 0 (0%)
 

VOCÊ VAI AO MÉDICO PARA REALIZAR EXAMES QUE POSSAM
PREVENIR/DIAGNOSTICAR DOENÇAS? COM QUAL PERIODICIDADE?

Sim, uma vez por ano 118 (42%)
Sim, a cada seis meses 42 (14,9%)
Sim, eventualmente 33 (11,7%)
Apenas quando tenho algum sintoma 81 (28,8%)
Nunca fui. Não acho necessário 7 (2,5%)
 

ATUALMENTE, VOCÊ MARCA CONSULTA POR QUAL MODELO DE ASSISTÊNCIA?

Saúde Suplementar (particular ou convênio/plano privado) 164 (58,4%)
Sistema Único de Saúde (SUS) 101 (35,9%)
Não fui ao médico no último ano 16 (5,7%)

PARA VOCÊ, QUAL É O ESPECIALISTA MÉDICO QUE
PODE TRATAR O CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO?
Cirurgião de cabeça e pescoço/oncologista 233 (82,9%)
Cirurgião oncológico /oncologista 6 (2,1%)
Clínico geral 2 (0,7%)
Cirurgião-dentista 1 (0.4%)
Neurologista 9 (3,2%)
Estomatologista 2 (0,7%)
Todos os anteriores 17 (6%)
Não sei 11 (3,9%)
 

SOBRE OS CUIDADOS COM A SAÚDE DURANTE A PANDEMIA
DE COVID-19, COM QUAIS ALTERNATIVAS VOCÊ CONCORDA?

O câncer não surge inesperadamente e posso
esperar a pandemia passar para voltar à rotina de exames
20 (7,1%)
Todos que apresentam sintomas devem,
 independentemente da pandemia, procurar um médico
104 (37%)
O tempo não para. O câncer também não. Devo
manter a rotina de exames preventivos
 

112 (39,9%)

Só deve ir ao médico durante a pandemia quem já
 tem um diagnóstico de câncer e está em tratamento
23 8 (8,2%)
Eu já não ia muito e agora continuo não indo 22 (7,8%)
 

SOBRE TODOS OS TIPOS DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO (BOCA, FARINGE, GLÂNDULAS SALIVARES, LARINGE, SEIOS DA FACE E TIREOIDE), CLASSIFIQUE AS INFORMAÇÕES A SEGUIR ENTRE VERDADEIRO OU FALSO:

Falso Verdadeiro Não sei
Consumo excessivo de carne vermelha, principalmente preparadas na churrasqueira a carvão, aumenta o risco de câncer de boca.

 

105 127 49
O câncer de tireoide é uma doença exclusiva do público masculino. Mulheres estão protegidas por seus hormônios.

257

14

 

10

 

 

Perda de peso é sintoma de todos os tipos de câncer de cabeça e pescoço.

 

141

88

 

52

 

A boca deve ser higienizada corretamente, pois, de acordo com algumas pesquisas, a gengivite crônica pode acumular bactérias com potencial carcinogênico.

 

51

202

 

28

 

Dor de ouvido recorrente é sintoma de câncer de faringe

143

51

 

87
 

Tontura pode ser sintoma de câncer de cabeça e pescoço

 

89 124 68
 

Presença de lesões na boca, que não apresentam dor, podem ser ignoradas. Quando a lesão é câncer, sempre apresenta dor.

218 47 16
 

Dificuldade de engolir pode ser sintoma
de câncer de faringe.

 

48 203 30
 

A prática de sexo oral, sem proteção aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de boca, devido a infecção pelo papilomavírus humano (HPV).

37 210 34
 

O câncer de laringe é mais frequente entre pessoas de raça negra do que em brancos, asiáticos e latinos.

156 31 94
 

Muitos dos canceres de cabeça e pescoço, na fase inicial da doença, evoluem sem apresentar sintomas

 

41 202 38
 

Consumo excessivo de bebidas quentes pode aumentar o risco de câncer de boca

 

99 136 46
 

CONSIDERANDO AS AFIRMAÇÕES ABAIXO SOBRE OS TIPOS DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO – (BOCA, FARINGE, GLÂNDULAS SALIVARES, LARINGE, SEIOS DA FACE E TIREOIDE), VOCÊ CONCORDA OU DISCORDA DOS ENUNCIADOS?

Concordo Discordo Não sei
Os sintomas típicos dos tumores de cabeça e pescoço incluem aparecimento de nódulos, feridas que não cicatrizam, dor de garganta que não melhora, dificuldade para engolir e alteração ou rouquidão na voz. 252 17 12
Fumar e não tragar, diminui o risco de ter câncer de cabeça e pescoço 26 234 21
Alimentação saudável e equilibrada, com menos consumo de carne vermelha, alimentos salgados e em conserva e rica em legumes e vegetais, é uma forte aliada no combate ao câncer de cabeça e pescoço 234 31 16
Consumo de álcool e tabagismo não têm qualquer relação com aumento de risco para os vários tipos de câncer de cabeça e pescoço. 72 197 12
Os derivados do tabaco, como cigarro de palha, cachimbo, narguilé e charuto trazem o risco aumentado para desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço? 229 41 11
O especialista que trata o câncer de cabeça e pescoço é o médico neurologista. 53 197 31
Câncer de tireoide é mais comum nas mulheres que nos homens. 165 90 26
A queda do número de fumantes, considerando que o tabagismo é um dos principais fatores de risco do câncer de cabeça e pescoço, diminuiu os casos da doença. 169 77 35
A má higiene bucal e ausência de dentes podem ser fatores de risco para o câncer de boca. 209 50 22
A infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV), aliado a prática de sexo oral sem proteção, é um fator de risco para alguns tipos de câncer de cabeça e pescoço, particularmente para o câncer de boca e orofaringe, que envolve as amígdalas e base da língua. 228 35 18
A vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), disponível no sistema público de saúde, pode prevenir a infecção contra o HPV de alto risco e evitar o câncer de garganta (orofaringe)? 205 47 29
O resultado do tratamento de câncer e cabeça e pescoço é o mesmo, independentemente do estágio em que a doença é descoberta 75 178 28

 

EM SUA OPINIÃO, QUAIS SÃO OS FATORES QUE PODEM AUMENTAR O RISCO PARA CADA TIPO DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO OU QUE NÃO CONSTITUEM FATOR DE RISCO? VOCÊ PODE ASSINALAR MAIS DE UM TIPO DE CÂNCER.

Infecção pelo vírus HPV aliado a prática de sexo sem proteção
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
23 218 91 57 18

 

Consumo excessivo de alimentos salgados e em conserva
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
105 107 92 39 48
Uso de próteses dentárias
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
18 177 13 6 86
Uso de enxaguante bucal
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
30 123 31 10 119
Consumir em excesso bebidas quentes
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
35 150 100 67 52
Má higiene bucal
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
31 226 62 49 14

 

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas e tabagismo
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
83 198 153 103 14
Refluxo gastroesofágico
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
51 107 130 86 33

 

Alimentação rica em verduras.
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
68 53 24 7 147
Consumo de frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi etc.)
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
55 64 38 11 139
Consumir alimentos preparados em forno micro-ondas.
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
77 87 56 28 109
Exposição a materiais radioativos, sem proteção
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
179 138 109 83 14
Longas e intensas exposições ao pó de madeira e determinados produtos químicos utilizados na metalurgia, produção de petróleo e plásticos e indústrias têxteis, além do amianto.
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
121 127 137 93 18

 

Desequilíbrio dos hormônios da tireoide
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
206 39 28 18 20
Herança familiar e mutações genéticas
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
193 142 121 87 17

 

Trauma na região de cabeça e pescoço devido a qualquer acidente
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
99 65 76 32 94

 

RELACIONE OS SINAIS E SINTOMAS A CADA TIPO DE CÂNCER. VOCÊ PODE MARCAR MAIS DE UMA ALTERNATIVA 

Nódulo, caroço ou inchaço no pescoço
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
234 81 120 77

 

Ferida na garganta que não cicatriza
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
34 160 138 84

 

Dor ou dificuldade para engolir
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
73 132 180 113

 

Mancha branca ou vermelha nas gengivas, língua, amígdalas ou mucosa da boca.
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
23 235 80 41

 

Caroço ou inchaço na bochecha ou boca
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
27 230 58 32

 

Tosse persistente
66 83 186 111

 

Engasgos com alimentos
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
77 98 173 105

 

Rouquidão, tosse persistente ou outras alterações na voz que não desaparecem
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
88 85 186 104

 

Perda de peso
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
188 141 118 86

 

Dificuldade para mastigar ou engolir
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
68 184 163 83

 

Zumbido no ouvido ou dor de ouvido
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
76 99 134 84

 

Mau hálito persistente
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
30 223 100 59

 

Dor ou fraqueza no rosto
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
67 179 107 60

 

post_alimentacao (2)

Mitos e verdades sobre câncer de cabeça e pescoço

Cuidar da saúde também é ser exigente com as informações sobre o tema. Se no passado, dados sem base científica eram espalhados de boca em boca, hoje esse processo ganhou uma amplitude ainda maior e, portanto, mais perigosa, com as redes sociais e as fakes news.

Quando o assunto for a sua saúde, antes de tomar qualquer decisão com base em algo que ouviu falar ou veio por meio de sua rede social, tenha o cuidado de verificar se a fonte é confiável. Na dúvida, sempre converse com seu médico.

Em relação ao câncer de cabeça e pescoço – tumores que atingem a cavidade oral, seios da face, laringe, faringe, tireoide – reunimos aqui alguns mitos e verdades sobre o tema para esclarecer suas dúvidas.

 

Se tenho uma lesão da boca que não dói, posso ficar despreocupado em relação a câncer de boca.

MITO. O câncer de boca no início, na maioria das vezes, é assintomático e não apresenta dor. Se perceber feridas na boca, assim como rouquidão ou inflamações, que persistem por mais de três  semanas sem melhora é importante buscara avaliação de um médico ou dentista.

 

Com as campanhas de conscientização contra o tabagismo, caiu o número de fumantes e, consequentemente, a incidência desse tipo de câncer.

MITO.  Apesar do tabagismo ser, de fato, um dos principais fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço, a diminuição do número de fumantes não reverteu em queda na incidência da doença. Isso porque aumentou o número de casos relacionados a outro fator de risco da doença – a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) associada a sexo oral sem proteção. Com isso, aumentou o volume de pacientes acometidos por câncer de cabeça e pescoço, mesmo entre os que nunca fumaram.

 

O consumo de tabaco associado a bebidas alcoólicas potencializa ainda mais o risco de desenvolver câncer de cabeça e pescoço.

VERDADE. A associação dos hábitos de beber e fumar multiplica em até 20 vezes a chance de uma pessoa saudável desenvolver algum tipo de câncer de cabeça e pescoço.

 

Uma dieta rica em carne vermelha pode aumentar o risco para desenvolvimento de câncer na região da cabeça e do pescoço.

VERDADE. Consumir todos os dias carne vermelha em grandes quantidades pode predispor a um tumor na boca ou na garganta. A carne preparada como churrasco constitui risco ainda maior devido aos elementos carcinogênicos do carvão. Você não precisa excluir totalmente a carne de seu cardápio, mas diminuir o consumo para no máximo duas ou três vezes por semana é recomendável, assim como variar o preparo.

 

No caso de câncer de laringe em que for necessária a retirada cirúrgica do órgão, o paciente perderá a capacidade de falar. 

MITO. Na realidade, mesmo sem a laringe, o paciente pode conseguir se comunicar por meio de outros mecanismos ao passar por reabilitação com fonoaudiólogo. Entre os recursos que podem ser utilizados estão a prótese traqueosofágica e a eletrolaringe.  Além disso, há pacientes que aprendem a usar a voz esofágica, técnica em que o som é produzido pelo esôfago.

 

Consumir frutas e verduras pode ser fator de proteção para o câncer de cabeça e pescoço.

VERDADE.  Ao inserir frutas cítricas e vegetais verdes na dieta, você contribui para aumentar a proteção em relação a diversos tipos de câncer, inclusive os de cabeça e pescoço. O mesmo benefício vale para as bebidas naturais, como chá verde, açafrão e própolis, devido à presença de antioxidantes, componentes capazes de evitar a formação de lesões e tumores nas células.

 

Próteses dentárias podem causar câncer de boca.

MITO. O uso correto de próteses dentárias não provoca câncer de boca. O que pode acontecer é de uma prótese mal ajustada machucar a boca e causar um trauma crônico e essa lesão predispor ao desenvolvimento de câncer. É fundamental que a prótese esteja confortavelmente ajustada à boca e que os cuidados com a higiene recomendados pelo dentista sejam seguidos.

 

O câncer de cabeça e pescoço é uma doença exclusivamente masculina? 

MITO. A predominância de tumores de cabeça e pescoço em homens já foi verdade no passado. Comparativamente as mulheres, eles representavam 90% dos casos. Mas o cenário mudou totalmente com o aumento do tabagismo entre as mulheres e a maior incidência de câncer de tireoide, causado pelas variações hormonais mais presentes no organismo feminino. Hoje podemos dizer que a incidência desses tumores entre homens e mulheres têm a mesma proporção.

 

Todo nódulo  na tireoide é câncer.

MITO. Cerca de 95% dos nódulos que aparecem na tireoide são benignos. Apesar disso, é importante que o nódulo seja avaliado pelo especialista para excluir a possibilidade de câncer.

 

Hipotireoidismo e hipertireoidismo podem causar câncer de tireoide?

MITO. Condições da glândula tireoide como hipertireoidismo (produção em excesso de hormônios) e hipotireoidismo (queda no nível de hormônios produzidos) não têm associação com o câncer de tireoide.

post_podcast-1_v2

Podcast Conexão Cabeça e Pescoço – Evolução no tratamento do câncer de cabeça e pescoço

Em nosso Podcast Conexão Cabeça e Pescoço, em alusão ao Julho Verde, mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, Dra. Aline Lauda, oncologista clínica e presidente do GBCP, e o jornalista Moura Leite Netto, recebem para um bate-papo sobre a evolução do tratamento do câncer de cabeça e pescoço os especialistas: Dr. Gustavo Meyer, cirurgião de cabeça e pescoço, Dr. Pedro De Marchi, oncologista clínico e Dr. Diego Resende, radio-onocologista.

 

Clique para ouvir:

 

https://soundcloud.com/user-694999191/conexao-cabeca-pescoco-episodio-1-novidades-no-tratamento-do-cancer-de-cabeca-e-pescoco

 

post_equipe-multi

Equipe multidisciplinar é essencial no tratamento do câncer de cabeça e pescoço

No tratamento do câncer de cabeça e pescoço é fundamental a abordagem de uma equipe multidisciplinar. Isso, principalmente, em casos diagnosticados em fase avançada da doença, situação, infelizmente, muito comum. São pacientes que necessitam de procedimento cirúrgico complexo e de grande porte, além de radioterapia e quimioterapia. Um caso como esse vai envolver, no mínimo, os médicos especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, oncologista clínico e radio-oncologista.

Apesar dos avanços na área, como a incorporação de técnicas de reconstrução cirúrgica (estudos mostram que, em alguns casos, a extensão do procedimento cirúrgico pode ser menor que o padrão, sem prejuízo do resultado oncológico); e da introdução da cirurgia robótica, quando possível, que resulta em menor morbidade, trata-se de uma região do corpo que, além do aspecto estético, inclui funções importantes, como a fala, audição, respiração, deglutição etc.

Dependendo da localização do tumor e da extensão da cirurgia para ressecá-lo, o paciente pode ter algumas de suas funções prejudicadas. Assim, a reabilitação é fundamental para que ele tenha a melhor qualidade de vida possível. Nesse aspecto, entram em cena os profissionais de saúde das áreas de enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, odontologia e psicologia. O envolvimento desses profissionais com foco na reabilitação física e emocional do paciente pode, inclusive, começar antes da cirurgia. Entenda um pouco mais sobre a importância de cada um deles:

  • Enfermagem: profissional muito importante para o manejo clínico desses pacientes – muitos deles com dificuldade de comunicação, alimentação e respiração, além do aspecto emocional. Portanto, a atuação da enfermagem contribui para obtenção da melhor condição de saúde.
  • Dentista: especialidade da odontologia que previne, diagnostica e trata as doenças que se manifestam na boca. Pacientes tratados com quimioterapia e/ou radioterapia nessa região podem ser acometidos por mucosite (feridas e lesões na boca e garganta). O tratamento odontologico ameniza esse efeito colateral.
  • Fisioterapia: o tratamento de um câncer da laringe (cordas vocais) pode trazer alterações importantes na forma de respirar e de engolir. Por essa razão, são comuns doenças respiratórias associadas. A fisioterapia pode amenizar muito esses efeitos. A retirada dos linfonodos (ínguas do pescoço) pode causar dificuldade de movimentar o pescoço, ombros e braços – a fisioterapia ajuda na reabilitação destas sequelas.
  • Fonoaudiologia: o tratamento oncológico pode trazer comprometimento na voz, fala e alimentação. Com a reabilitação fonoaudiológica, os pacientes podem recuperar a sua comunicação e a segurança ao se alimentar.
  • Nutrição: a avaliação de um nutricionista é muito importante durante a doença. O suporte nutricional precoce pode reduzir a perda de peso antes, durante e após a conclusão do tratamento, resultando melhores resultados e qualidade de vida.
  • Psicólogia: importante para avaliar o impacto emocional da doença no paciente e na família e fazer o acompanhamento necessário para que eles possam lidar da melhor forma possível com o impacto de uma nova realidade.
  • Serviço social: pode ajudar no apoio aos cuidadores e acesso ao paciente aos tratamentos e medidas de suporte e reintegração na sociedade após o tratamento, além de orientar os direitos do paciente.
post_mote-campanha2

Julho Verde e a missão de falar sobre como o câncer de cabeça e pescoço pode ser evitado, diagnosticado precocemente e curado

Os números oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS-Globocan 2020) mostram que são esperados mais de 1,5 milhão de novos casos de câncer de cabeça e pescoço no mundo. Além disso, mais de 460 mil pessoas morrem anualmente vítimas da doença.  Esses dados vêm acompanhados – e são consequência – de outros fatores  alarmantes, como 70% a 80% dos casos de câncer na região de cabeça e pescoço serem diagnosticados quando a doença está em fase avançada, resultando em menor chance de controle da doença, pior qualidade de vida, maiores taxas de morbidade e mortalidade, maior risco de mutilação em razão da necessidade de cirurgias mais extensas, maior complexidade de outras modalidades de tratamento e maior demanda por reconstrução facial, assim como mais desafios na reabilitação do paciente.

Um cenário complexo e atualmente negativo que pode ser revertido com informação, políticas de saúde e acesso. Essa é a missão do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP) ao se engajar no movimento Julho Verde, mês de conscientização sobre a doença, criando para o Brasil o movimento inédito “O silêncio não pode ser a última resposta” / #devozavida.  

No contexto do Julho Verde, a data de 27 de julho foi escolhida como Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço pela IFHNOS – International Federation of Head and Neck Oncologic Societies No Brasil, por meio da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, a campanha foi adaptada e ganhou o nome de Julho Verde, trazendo a bandeira da importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço. “A sociedade precisa conhecer a doença, seus fatores de risco, a possibilidade de prevenção e como identificar os sinais de alerta para fazer o diagnóstico em fases mais precoces da doença, quando as chances de cura são maiores. Para cumprir com esse propósito, estamos trabalhando com informação referenciada sobre essas três frentes para conscientizar e engajar a sociedade e equipe médicas e multiprofissionais nessa causa”, ressalta Dra. Aline Lauda Freitas Chaves, oncologista, presidente do GBCP.

O que é o câncer de cabeça e pescoço e como a campanha pode fazer a diferença?

 Não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de tipos de câncer que podem se desenvolver na cavidade oral (boca, lábios, língua, gengiva, assoalho da boca e palato), nos seios da face (maxilares, frontais, etmoidais e esfenoidais), na faringe (nasofaringe (atrás da cavidade nasal), orofaringe (onde se encontra a amígdala e a base da língua) e hipofaringe (porção final da faringe, junto ao início do esôfago), na laringe (supraglote, glote e subglote), nas glândulas salivares e na glândula tireoide.

Cada tipo de câncer de cabeça e pescoço tem características diferentes e tratamentos diferentes. Mas há um fator comum que possibilita se fazer a diferença: são tumores evitáveis. Para ser mais exato, cerca de 40% dos casos poderiam ser evitados. Não fumar, não consumir em excesso bebidas alcoólicas, estar vacinado contra o Papilomavírus Humano (HPV) e fazer a higiene bucal corretamente. Este é o caminho da prevenção.

Juntos podemos ser agentes transformadores

Para o êxito desta campanha é importante o apoio de diferentes esferas da sociedade. Desta forma, será possível amplificar e construir uma base de informação sólida que quebre o desconhecido e gere transformação. Para tanto, o GBCP solicita o envolvimento da sociedade, da imprensa, dos formadores de opinião e dos educadores para que o máximo de pessoas, de todas as faixas de idade, conheçam a doença, quais as causas, os sintomas, como prevenir e fazer o autoexame para identificar alterações suspeitas.

É fundamental também o envolvimento de todos os profissionais de saúde. “Queremos que a informação correta e atualizada sobre o câncer de cabeça e pescoço chegue a todos os profissionais de saúde. Que os médicos que fazem o primeiro atendimento do paciente com suspeita da doença possam ter o conhecimento necessário para diagnosticar com precisão e o mais breve possível, o que resulta em maiores chances de sucesso no tratamento. Queremos que todos os pacientes e seus familiares encontrem na equipe multiprofissional a competência, o suporte, o acolhimento e a segurança necessários para enfrentarem o tratamento”, vislumbra Dra. Aline Chaves.

Como participar

Você pode se comprometer conosco nessa causa, fazendo o que estiver ao seu alcance para que sejamos capazes de combater o câncer de cabeça e pescoço em nosso país: conversar com as pessoas ao seu redor (virtual ou presencialmente), promover iniciativas de educação, usar os seus perfis nas mídias sociais para difundir informação, adotar as medidas de prevenção e incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Algumas sugestões:

1 – Em nossos perfis nas mídias sociais, durante todo o mês de Julho, vamos trazer conteúdos importantes. Compartilhe essas informações. Siga nossos perfis e seja um agente de transformação também.

2 – Todos os materiais que desenvolvemos estão disponíveis para download neste site. Divulgue sem moderação.

3 – Troque a sua foto de perfil no Facebook pelo nosso Avatar do movimento.

4 – Você também pode fazer uma foto fazendo o autoexame da boca no espelho para incentivar outras pessoas a também adotarem esse hábito que pode salvar vidas, pois é uma forma de identificar alguma lesão suspeita precocemente. 

6 – Participe de nossas Lives sobre o assunto.

7 – Ao divulgar qualquer informação do nosso movimento, utilize sempre as hashtags: #devozavida  #cancerdecabeçaepescoco #julhoverde #gbcp

post_alimentacao (1)

Alimentação após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço

O tratamento do câncer de cabeça e pescoço pode trazer impactos à rotina de vida dos pacientes e afetar, inclusive, a capacidade do paciente realizar sua alimentação em razão dos efeitos colaterais físicos e psicológicos. Esses efeitos são diversos e podem variar de paciente para paciente, dependendo da gravidade do tumor e da complexidade do tratamento realizado em cada caso. No geral, estão relacionados à dificuldade de mastigação e de engolir os alimentos, boca seca (xerostomia) pela falta de produção de saliva suficiente, perda do paladar. Outro ponto importante é que esses impactos podem causar a falta de vontade de se alimentar e resultar na redução da ingestão de calorias e na desnutrição.

Dependendo da gravidade do tratamento, alguns pacientes vão precisar se alimentar por meio de sonda para que a nutrição seja o mais adequada possível. Assegurar um suporte profissional de um nutricionista com a indicação das melhores alternativas de alimentação é fundamental para minimizar esses impactos.

Confira aqui algumas orientações que podem ajudar em uma dieta nutricional equilibrada:

  • para facilitar a alimentação e a digestão, procure optar por alimentos triturados e pastosos, como purês, sopas e iogurtes. As frutas e legumes ao natural também podem ser processadas e são ótimas opções de alimentação saudável.
  • alimentos mais macios, como os peixes com escamas, guisados de carne e vegetais também podem ser amassados e triturados e trazer os nutrientes necessários.
  • escolher alimentos com alto teor de gordura, como leite integral queijos, azeite de oliva extravirgem, iogurte natural rico em gordura e sucos de fruta também fornecem calorias e nutrientes adicionais
  • a avaliação e acompanhamento de um nutricionista e de seu médico é importante também porque pode ser necessária a complementação da alimentação com suplementos e vitaminas

Conheça o nosso livro “Faça sentido, faça sabor”. Nele você encontra orientações mais detalhadas sobre o assunto e receitas que podem auxiliar na alimentação do paciente após o tratamento do câncer de cabeça e pescoço: http://www.gbcp.org.br/facasentido.pdf

 

post_dia-tireoide (3)

Nódulo na tireoide é sinal de câncer?

Nem sempre um nódulo na tireoide é câncer. É importante lembrar que os nódulos na tireoide são muito comuns, principalmente nas mulheres, e apesar da maioria deles ser benigna é necessário estar atento aos sinais e buscar avaliação médica para descartar qualquer suspeita. Segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer, em 2021 estão previstos 14.260 novos casos da doença.

Dentre os principais sinais que podem indicar um câncer de tireoide e que devem ser observados estão:

  • nódulos palpáveis na região inferior do pescoço
  • dor na parte da frente do pescoço, que pode irradiar para os ouvidos
  • rouquidão ou mudança no timbre de voz que não passa com o tempo
  • dificuldade para engolir e respirar
  • tosse persistente

Ao perceber alguma alteração como essas, um médico endocrinologista ou um cirurgião de cabeça e pescoço deve ser consultado. Para descartar qualquer suspeita serão realizados alguns exames, iniciando pelo exame físico por meio da palpação do pescoço, se necessários ainda são solicitados exames laboratoriais, como TSH, T3, T4, anti-TPO e calcitonina, exames de imagem, como ultrassonografia e cintilografia da tireoide. Com base nesses resultados, pode ser necessária também a realização de uma biópsia, retirada de pequeno fragmento da lesão suspeita para análise anatomopatológica, que irá confirmar se esse nódulo é benigno ou maligno 

 

post_iodoterapia (1)

Iodoterapia no tratamento do câncer de tireoide

O principal tratamento para o câncer de tireoide é cirurgia. Em alguns casos é indicado o tratamento complementar com a iodoterapia, principalmente para os tumores de tireoide do tipo bem-diferenciado (papilíferos e carcinomas), cujas células têm características semelhantes às células tireóideas e por isso captam o iodo para fabricar hormônio. A iodoterapia contribui para eliminar as células cancerígenas que restaram no organismo após a tireoidectomia (cirurgia para a remoção da tireoide) ou a metástase para os gânglios linfáticos ou outros órgãos.

A dose de iodo radioativo (I-131), tem a capacidade de destruir as células cancerígenas, com pouco ou nenhum efeito sobre as células saudáveis. Esse protocolo contribui para diminuir o risco de recidiva do câncer, ou seja, do câncer voltar.

 

O que deve ser feito antes do tratamento da iodoterapia

Nos casos em que a tireoide foi removida durante a cirurgia, é indicado como primeira etapa elevar o nível de hormônio tireoestimulante (TSH) antes do tratamento com a iodoterapia, pois ele é mais eficaz em pacientes com níveis altos desse hormônio.

Para isso, o paciente pode receber uma injeção de TSH que faz com que que os hormônios da tireoide sejam retidos por um período de tempo ou permanecer sem tomar o hormônio T4, para que o TSH aumente espontaneamente e estimule a absorção do iodo radioativo. Também é recomendado que o paciente siga uma dieta pobre em iodo antes do tratamento, evitando alimentos que contêm sal iodado e corante vermelho, produtos lácteos, ovos, frutos do mar e soja.

 

Como é feito o procedimento de Iodoterapia

A administração do iodo-131 é feita por via oral. A depender da dose de iodo necessária, o paciente vai precisar ser internado em um quarto especial e ficar em isolamento por dois a três dias até eliminar do organismo toda substância radioativa para que não haja a contaminação do ambiente e de pessoas.
Após o tratamento com a iodoterapia é recomendado evitar a gravidez nos primeiros 12 meses.

Powered by themekiller.com anime4online.com animextoon.com apk4phone.com