É NOTÍCIA

Autor: GBCP Equipe

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Cabozantinibe desponta como nova opção para pacientes com câncer de tireoide que deixam de responder à iodoterapia

Um estudo de fase 3, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, que reuniu 187 participantes a partir de 16 anos, diagnosticados com câncer diferenciado de tireoide, refratários à radioiodoterapia e previamente tratados com terapia direcionada ao receptor do fator de crescimento endotelial vascular (VEGFR) – mostra que esse perfil de pacientes pode ser beneficiado com uma linha adicional de tratamento com cabozantinibe, um inibidor da tirosina quinase. Esta é a conclusão do estudo Cabozantinib for radioiodine-refractory differentiated thyroid cancer (COSMIC-311): a randomised, double-blind, placebo-controlled, phase 3 trial, publicado na revista científica The Lancet Oncology.

Entre 27 de fevereiro de 2019 e 18 de agosto de 2020, os pacientes foram sorteados para receber cabozantinibe na dose de 60mg/dia ou placebo. Houve redução do volume tumoral em 76% dos pacientes que receberam cabozantinibe, sendo que dez participantes (15%) no grupo de cabozantinibe foram classificados como resposta parcial contra nenhuma resposta parcial no grupo placebo. O cabozantinibe mostrou melhora significativa na sobrevida livre de progressão em relação ao placebo e os eventos adversos de grau 3 ou 4 ocorreram em 71 (57%) de 125 pacientes que receberam cabozantinibe e 16 (26%) de 62 que receberam placebo, sendo que os mais frequentes foram eritrodisestesia palmo-plantar (conhecida como síndrome mão-pé), hipertensão e fadiga. Eventos adversos graves relacionados ao tratamento ocorreram em 20 (16%) de 125 pacientes no grupo de cabozantinibe e em um (2%) de 62 no grupo de placebo. Não houve mortes relacionadas ao tratamento.

Na opinião do oncologista clínico Dr. Lucas Vieira dos Santos, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, que comenta o estudo a convite do GBCP, o cabozantinibe deve, de fato, ser considerado o tratamento padrão a pacientes com carcinoma diferenciado de tireoide em fase refratária a iodoterapia após falha ao tratamento inicial com lenvatinibe e/ou sorafenibe. “Esta recomendação baseia-se em ganho significativo de sobrevivência livre de progressão. Além disso, os dados de sobrevivência global, embora não fossem o desfecho primário do estudo, são numericamente maiores no grupo que recebeu cabozantinibe”, destaca Dr. Lucas dos Santos.

Por que se começa com iodoterapia, mas alguns casos se mostram refratários?

Dr. Lucas dos Santos explica que os tumores diferenciados de tireoide são, em sua maioria, funcionalmente semelhantes às células tiroidianas normais, incluindo a capacidade de internalizar iodo. Isso, segundo ele, abre a possibilidade de tratamento com iodo radioativo, como se fosse um Cavalo de Tróia. Com o passar do tempo, os tumores da tireoide adquirem, evolutivamente, mais agressividade e, com isso, perdem a capacidade de incorporar iodo em suas células, fazendo que a estratégia de oferecer iodo radioativo deixe de funcionar. “É neste momento que devemos adicionar as quimioterapias orais dentro do cuidado dos pacientes”, explica.

A principal contribuição do estudo, avalia Dr. Lucas, é a demonstração de que temos uma opção adicional àquelas já aprovadas. “Temos também boa evidência de que múltiplos tratamentos, em sequência, podem ajudar os pacientes com carcinoma diferenciado de tireoide”, comemora.

Para ser possível atingir os melhores resultados, o oncologista acrescenta que os pacientes com carcinoma diferenciado de tireoide devem ser avaliados por um time multidisciplinar, com discussão integrada sobre os objetivos do tratamento e as melhores ferramentas para cada caso.

O medicamento, para essa indicação, foi aprovado na última sexta, dia 17.09.21, pelo FDA, agência reguladora dos Estados Unidos.

 

Referência do estudo

Brose MS, Robinson B, Sherman SI, Krajewska J, Lin CC, Vaisman F, Hoff AO, Hitre E, Bowles DW, Hernando J, Faoro L, Banerjee K, Oliver JW, Keam B, Capdevila J. Cabozantinib for radioiodine-refractory differentiated thyroid cancer (COSMIC-311): a randomised, double-blind, placebo-controlled, phase 3 trial. Lancet Oncol. 2021 Aug;22(8):1126-1138. -controlled, multicentre, phase 3 trial. Lancet Oncol. 2021 Apr;22(4):450-462.

 

Disponível em:

 https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(21)00332-6/fulltext

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Nutricionistas recomendam ingestão de ao menos 30 calorias/kg diárias para pacientes com câncer de cabeça e pescoço

Com a proposta de melhor correlacionar a relação entre a ingestão alimentar e as mudanças na composição corporal que ocorrem com o paciente oncológico com tumor de cabeça e pescoço durante o tratamento, pesquisadores dos Departamentos de Agricultura, Alimentos e Ciência Nutricional e de Oncologia da Universidade de Alberta e do Serviço de Saúde de Alberta, em Edmonton, no Canadá, evidenciam que seguir as diretrizes da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN) – que recomenda o consumo diário mínimo de 25 calorias/kg – não é suficiente.

No estudo Meeting Minimum ESPEN Energy Recommendations Is Not Enough to Maintain Muscle Mass in Head and Neck Cancer Patients, publicado na revista científica Nutrients, os autores observam que os resultados são otimizados com ingestão de 30 calorias/kg/dia. Para chegar a esta evidência, os pesquisadores das instituições canadenses compararam a ingestão alimentar no diagnóstico e no final do tratamento em relação às alterações na massa muscular e adiposidade em pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Tanto a ingestão alimentar (registro de três dias de observação clínica) quanto a composição corporal (por meio de exame de tomografia computadorizada/TC) foram avaliadas no momento do diagnóstico e no pós-tratamento (com quimioterapia e radioterapia).

Convidada pelo GBCP para comentar o estudo, a nutricionista clínica e doutora em Oncologia, Thais Manfrinato Miola, supervisora de Nutrição Clínica do A.C.Camargo Cancer Center, destaca que o aconselhamento dietético por uma nutricionista oncológica é a primeira linha de terapia nutricional para garantir a oferta de nutrientes necessária a cada paciente. Ela explica que, dentro do aconselhamento dietético, estão as estratégias alimentares para minimizar os efeitos colaterais dos tratamentos e auxiliar na ingestão alimentar adequada. Além disso, acrescenta, a recomendação de suplementos nutricionais orais favorece o aumento da ingestão calórico-proteica.

Os pacientes com câncer de cabeça e pescoço comumente apresentam desnutrição e, por isso, já devem fazer uso de suplementos de forma profilática (preventiva). Thaís explica que, para os pacientes que não conseguem atingir o consumo de, pelo menos, 60% das necessidades nutricionais, é indicada a nutrição enteral (por meio de um tubo ou sonda flexível). “Muitos pacientes com câncer de cabeça e pescoço podem se beneficiar do uso da nutrição enteral profilática, mas cada paciente deve ser avaliado individualmente”, orienta.

Perda de músculos e o consumo mínimo recomendado para evitá-lo

Thaís Miola conta que a baixa massa muscular tem o potencial de refletir negativamente no quadro clínico do paciente oncológico, como o aumento das complicações e taxas de reinternação, dificuldade de cicatrização, aumento do tempo de internação, maior toxicidade do tratamento, pior qualidade de vida e aumento da mortalidade.

Embora este trabalho não traga fortes correlações com alta ingestão proteica, inclusive porque apenas seis pacientes consumiram ao menos 1,5 gramas de proteína/kg peso/dia, outros estudos mostram a importância da proteína na síntese muscular. “O que vale ressaltar do estudo é que foi encontrada uma correlação com a caloria, mostrando que o músculo não precisa apenas de proteína, mas também de outros nutrientes como carboidrato, ácidos graxos insaturados, vitaminas e minerais”, comenta Thaís Miola.

A especialista reforça que a nutrição faz parte do tratamento oncológico e todos os pacientes com câncer de cabeça e pescoço devem acompanhar com um nutricionista, especializado em oncologia, desde o diagnóstico da doença, ou seja, antes mesmo de iniciar o tratamento. Na fase pré-tratamento, inclusive, é válido iniciar a terapia nutricional com suplementos nutricionais de forma precoce. Assim, o paciente já consegue recuperar o estado nutricional ou mantê-lo, se estiver adequado, para tolerar melhor o tratamento e apresentar melhor prognóstico.

Referência do estudo

McCurdy B, Nejatinamini S, Debenham BJ, Álvarez-Camacho M, Kubrak C, Wismer WV, Mazurak VC. Meeting Minimum ESPEN Energy Recommendations Is Not Enough to Maintain Muscle Mass in Head and Neck Cancer Patients. Nutrients. 2019 Nov 12;11(11):2743.

 

Disponível em:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6893412/pdf/nutrients-11-02743.pdf

 

 

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Câncer de cabeça e pescoço: fatores de risco e sintomas

O câncer de cabeça e pescoço se desenvolve em órgãos localizados nessa região, exceto nos olhos, cérebro, orelhas ou esôfago. Geralmente, começam nas células escamosas que revestem as superfícies úmidas da mucosa, como por exemplo dentro da boca, nariz e garganta. 

Apesar de sua gravidade e do aumento da prevalência, ainda há pouco conhecimento sobre a doença e isso é comprovado por alguns dados estatísticos:

  • 60% das pessoas com câncer de cabeça e pescoço apresentam doença localmente avançada no momento do diagnóstico
  • 60% das pessoas diagnosticadas em estágio avançado morrem da doença em cinco anos 
  • pacientes diagnosticados em estágios iniciais da doença tem índices de sobrevivência de 80-90%

 

Fatores de Risco

Dentre os principais fatores de risco que podem influenciar o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço estão:

 

  • Tabagismo: os fumantes têm risco maior do que os não fumantes de desenvolveram a doença. Uma pessoa que fuma tem 15 vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de cabeça e pescoço do que um não fumante.
  • Bebida alcoólica: o consumo regular de bebidas alcoólicas aumenta o risco de desenvolver a doença.
  • Papilomavírus Humano (HPV) : a infecção pelo Papilomavirus Humano – HPV está associado ao desenvolvimento de câncer de garganta, língua e amígdalas, também conhecido como câncer de orofaringe.

 

Prevalência

O câncer de cabeça e pescoço é mais comum a partir dos 40 anos. Os homens têm 2 a 3 vezes mais chances de desenvolver câncer de cabeça e pescoço do que as mulheres; no entanto, a incidência de câncer de cabeça e pescoço em mulheres está aumentando.

 

Sinais e sintomas

Dentre os sintomas mais comuns do câncer de cabeça e pescoço estão:

  • ferida na boca que não cicatriza
  • manchas esbranquiçadas na boca
  • rouquidão
  • nódulo palpável no pescoço
  • dor de garganta que não melhora
  • dor ou dificuldade para engolir ou respirar
  • sangramento ou secreção persistente pelo nariz.
  • dor no ouvido ou dificuldade para ouvir
  • dores de cabeça e tosse persistente.

Ao perceber algum desses sinais que persista por mais de três semanas, busque avaliação médica com um especialista otorrinolaringologista (médico que trata de doenças do ouvido, nariz e garganta) ou cirurgião de cabeça e pescoço para que sejam realizados os exames necessários para o diagnóstico preciso.

 

Fonte: https://makesensecampaign.eu/en/cancer-information/head-neck-cancer/

 

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Tratamento para o câncer de cabeça e pescoço: conheça as opções.

A indicação do tratamento mais efetivo para o câncer de cabeça e pescoço depende de alguns fatores que precisam ser avaliados de forma individual, entre eles o tipo de tumor, a sua localização e suas características, o estadiamento da doença e o perfil clínico do paciente. Dentre as opções estão a cirurgia para remoção do tumor, a radioterapia, a quimioterapia e a imunoterapia. Esses procedimentos podem ocorrer de forma isolada ou combinada.

 

Cirurgia para o câncer de cabeça e pescoço

Em grande parte das vezes, a cirurgia é o tipo de tratamento inicial para doença, tendo a quimioterapia e a radioterapia como tratamentos complementares e posteriores para reduzir os riscos de uma recidiva, ou seja, da doença voltar. Na cirurgia, o objetivo é remover totalmente o tumor e também os gânglios linfáticos ou linfonodos, que podem ter sido acometidos por metástases.

A evolução das técnicas cirúrgicas trouxe opções menos invasivas para o tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Atualmente, além da cirurgia aberta, tradicional, existem outras modalidades que podem ser aplicadas em alguns casos: a cirurgia minimamente invasiva (laparoscópica), a microcirurgia transoral a laser e a cirurgia robótica, que propiciam menor tempo de recuperação e de internação, menos sangramento, menos intercorrências e cortes menores. Para as cirurgias de base de crânio, por exemplo, pode ser utilizada ainda a técnica minimamente invasiva chamada endoscopia transnasal.

É importante contar com a experiência de um cirurgião de cabeça e pescoço que tenha habilidade de operar com todas essas técnicas para que ele, juntamente com a equipe multidisciplinar, faça uma avaliação minuciosa do caso para planejar o tratamento e tomar a decisão sobre a melhor estratégia cirúrgica a ser utilizada em cada caso, com o intuito curativo e com o cuidado de preservação das funções motoras, de deglutição e fala.

 

Radioterapia

A radioterapia é um tipo de tratamento que utiliza feixes de radiação através da pele em direção ao tumor para destruir as células cancerígenas, com uma eficácia importante no tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Esse procedimento deve ser muito preciso para preservar as células sadias ao redor do tumor.

A radioterapia pode ser indicada como único tratamento ou após a cirurgia para a retirada do tumor, com o intuito de evitar que o câncer volte. O planejamento para o tratamento com radioterapia deve ser minucioso e personalizado, considerando o tipo, tamanho e a forma do tumor em milímetros.

Dentre as opções de radioterapia disponíveis estão: a radioterapia convencional , 3D , a terapia de prótons (nao disponível no Brasil) , a radioterapia de intensidade modulada (IMRT), a terapia de radiação modulada por intensidade guiada por imagem (IG-IMRT), a radioterapia estereotáxica corporal (SBRT) e a braquiterapia.

 

Quimioterapia

A quimioterapia é um tipo de tratamento que utiliza medicamentos muito potentes para destruir as células cancerígenas. Pode ser realizada antes ou após a cirurgia e também durante a radioterapia, concomitante a essa, para preservar órgão ou quando o tumor for iressecável. Esses medicamentos podem ser administrados por via oral ou por via intravenosa. São muitas as opções de medicamentos quimioterápicos para o tratamento do câncer de cabeça e pescoço e a definição de qual utilizar vai levar em conta a situação clínica do paciente e as características da doença.

O tempo de tratamento e a quantidade de sessões pode variar de acordo com o tipo de tumor e a sua extensão.  As reações adversas ao tratamento também variam de acordo com o paciente e os medicamentos utilizados., dentre as mais comuns estão: fraqueza, diarreia, perda ou aumento de peso, feridas na boca, tonturas, vômito, enjoo e queda de cabelo ou dos pelos do corpo.

 

Imunoterapia

A imunoterapia é um tratamento sistêmico, recém aprovado no Brasil para o câncer de cabeça e pescoço, que utiliza medicamentos capazes de capacitar o próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas. É uma modalidade eficaz e que pode trazer menores efeitos colaterais. Porém não indicada para todos os casos, a recomendação, geralmente é para casos avançados da doença, recidivados ou  que apresentam metástases.

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Cuidado multidisciplinar em Cabeça e Pescoço melhora qualidade de vida, resultados funcionais e qualidade de vida do paciente

Partindo da premissa que o câncer de cabeça e pescoço é complexo e multifacetado, um grupo de pesquisa do The START Center for Cancer Care, Sarah Cannon e San Antonio Head and Neck, instituições especializadas em assistência oncológica e localizada em San Antonio, no estado do Texas, publicaram um relatório de diretrizes sobre um melhor manejo dos pacientes de tal forma que supere barreiras e desafios que impactam no atendimento de qualidade e em tempo oportuno, em todas as fases do tratamento, do diagnóstico à reabilitação. O trabalho Barriers to Comprehensive Multidisciplinary Head and Neck Care in a Community Oncology Practice foi publicado no Educational book, da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).

 

De acordo com os autores, formar uma equipe multidisciplinar de câncer de cabeça e pescoço abrangente, com profissionais de várias especialidades, que ofereçam cuidados de alta qualidade exige muito tempo e comprometimento, mas é viável e altamente recompensado. Segundo eles, com boa comunicação, trabalho árduo, adesão às diretrizes nacionais e coordenação criativa dos recursos da comunidade, as barreiras ao atendimento multidisciplinar podem ser superadas.

 

Convidado pelo GBCP para analisar o estudo e compartilhar a experiência brasileira, o cirurgião de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo Cancer Center, Dr. José Guilherme Vartanian, aponta que muitos pacientes apresentam grandes dificuldades para acesso ao sistema de saúde, com consequente atraso diagnóstico, dificuldades para deslocamentos (para realização de exames, consultas, tratamentos prolongados), limitações financeiras para suportar o período geralmente longo do tratamento e carecem do suporte familiar mais adequado.

 

Nesta entrevista, Dr. Vartanian fala sobre o papel das equipes multidiscipliares na comunidade (fora dos grandes centros), impacto deste cuidado no tempo e qualidade de sobrevida e o quanto as medidas, com potencial de superar as principais barreiras, são factíveis de serem aplicadas no Brasil. 

 

GBCP – Como você definiria uma equipe multidisciplinar baseada na comunidade e quais são os reais benefícios para os pacientes com diagnóstico de algum tipo de câncer de cabeça e pescoço?

Dr. Vartanian – Temos evidências claras na literatura de que o manejo dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço, dentro de uma equipe multidisciplinar integrada, proporciona melhores desfechos, tanto oncológicos – com melhores taxas de sobrevida – como melhores resultados funcionais e de qualidade de vida, o que representa qualidade assistencial. Pela diversidade de situações clínicas, repercussões funcionais significativas e multidisciplinaridade do tratamento destes pacientes, principalmente no cenário de doença avançada, são consideradas essenciais. Em uma equipe multidisciplinar são diversos especialistas envolvidos, dentre eles médicos, como o cirurgião de cabeça e pescoço, radio-oncologista, oncologista clínico, radiologista, patologista (todos de preferência subespecializados em cabeça e pescoço), além dos demais profissionais não médicos envolvidos em toda a jornada destes pacientes e que auxiliam no manejo, suporte e reabilitação, como o dentista, nutricionista, fonoaudiólogo, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo e assistente social.

GBCP – Com base no apontado no estudo e em sua experiência clínica, quais você considera como as principais barreiras financeiras e sociais em câncer de cabeça e pescoço?

Dr. Vartanian – Uma das principais barreiras para uma abordagem multidisciplinar mais abrangente no contexto baseado na comunidade, ou seja, fora dos grandes centros de tratamento oncológico, seria a dificuldade de acesso ao sistema de saúde, tanto no SUS quanto na Saúde Suplementar. Neste contexto, os pacientes, em sua maioria, são dependentes do sistema público de saúde, geralmente de classes socioeconômicas menos favorecidas, sendo que muitos deles não dispõem de uma estrutura familiar adequada. Desta forma, muitos apresentam grandes dificuldades para acesso ao sistema de saúde com consequente atraso diagnóstico, dificuldades para deslocamentos (para realização de exames, consultas, tratamentos prolongados), limitações financeiras para suportar o período geralmente longo do tratamento e carecem do suporte familiar mais adequado, que seria muito importante durante toda a jornada do tratamento e reabilitação.

GBCP – Os autores apontam que por meio de boa comunicação, trabalho árduo, adesão às diretrizes nacionais e coordenação criativa dos recursos da comunidade é possível superar as barreiras ao atendimento multidisciplinar e o atendimento individualizado, personalizado e altamente bem-sucedido pode ser fornecido aos pacientes. Como você avalia essa observação?

Dr. Vartanian – De fato, os principais fatores associados aos melhores desfechos dentro do cenário de manejo multidisciplinar seriam o diagnóstico e estadiamento mais precisos, contribuindo para uma melhor definição e personalização da estratégia terapêutica. Também é imprtante a rapidez na decisão terapêutica baseada em uma mais efetiva comunicação entre os profissionais envolvidos, maior aderência às diretrizes de tratamento com melhor evidência científica e um suporte mais personalizado antes, durante e após o tratamento, evitando interrupções e descontinuidade do mesmo e mitigando as potenciais complicações e sequelas da doença e seu tratamento. Para tanto, é necessário haver um esforço muito grande, principalmente para selecionar e integrar os profissionais envolvidos, engajar os pacientes e familiares e sobretudo uma coordenação bastante efetiva de todos os processos.

GBCP Considerando o cenário brasileiro, como isso se tornaria factível?

Dr. Vartanian – Nas capitais brasileiras, regiões metropolitanas e grandes centros regionais, considerando o cenário da saúde suplementar e pacientes privados, a abordagem multidisciplinar em centros de referência já é uma realidade para a maioria. Porém, em centros menores, regiões interioranas e nas regiões mais distantes do país, principalmente nas populações que dependem do sistema público de saúde, inúmeras barreiras ainda precisam ser superadas. Como proposto pelos autores do estudo em questão e que também considero essencial, seria a formação de equipes multidisciplinares, envolvendo os profissionais médicos e não médicos a partir de reuniões semanais, os chamados “tumor boards”. O engajamento destes profissionais, valorizando o papel de cada um na jornada dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço, é essencial. Esta iniciativa pode ser tomada a partir dos próprios profissionais da região, mas também poderia ser estimulada pelas sociedades de especialidades, facilitando o contato e comunicação entre estes profissionais. Mesmo que alguns possam atuar em diferentes serviços de saúde na região, modelos híbridos de reuniões multidisciplinares, presencial e virtual, poderiam ser realizadas. O segundo passo que podemos considerar como um grande facilitador para a logística e redução de atrasos entre exames, consultas e tratamento, seria o envolvimento de enfermeiros navegadores, que ajudariam na coordenação e orientação aos pacientes, agendamento de exames e consultas, e ajudariam também na comunicação entre equipes e pacientes. Estas ações, feitas de forma coordenada, poderiam reduzir o tempo para a realização dos tratamentos principais e adjuvantes, assim como ser um facilitador para melhor integração entre as equipes de suporte e reabilitação.

GBCP – Qual é a principal contribuição deste estudo?

Dr. Vartanian – Acredito que a principal contribuição seja o estímulo a adoção deste modelo de assistência oncológica, com as melhores evidências de desfechos, mesmo no ambiente comunitário, longe dos grandes centros de referência. Outra contribuição muito importante foram as sugestões para solucionar as principais barreiras para a implementação deste modelo multidisciplinar, reforçando as principais medidas relacionadas as equipes, pacientes e instituições de saúde.

GBCP – Algo mais que gostaria de acrescentar?

Dr. Vartanian – No Brasil, vivemos diferentes realidades nas diferentes regiões do pais. Além disso, mesmo em grandes centros, podemos vivenciar discrepâncias significativas entre os diferentes serviços de saúde (privado x público x saúde suplementar). Se realmente quisermos melhorar nossos serviços oncológicos, oferecendo aos nossos pacientes a melhor qualidade assistencial, devemos nos mobilizar de fato, buscando implementar o modelo de assistência multidisciplinar, onde todos os profissionais estejam engajados e se sintam valorizados em toda a jornada do paciente com câncer de cabeça e pescoço. Sugerir mudanças nas políticas públicas de assistência a saúde é primordial e isto deve ser feito pelas sociedades de especialidades, sociedades de classe e CFM. Nosso engajamento, como profissionais diretamente envolvidos no manejo dos pacientes, pode ser realizado nos mais diversos ambientes. Para tanto, necessitamos de profissionais motivados, dispostos a sair da “zona de conforto” e usar nossa criatividade, tecnologia e trabalho em equipe para superar os obstáculos que enfrentamos em nosso pais.

 

Referência do estudo

 

Beeram M, Kennedy A, Hales N. Barriers to Comprehensive Multidisciplinary Head and Neck Care in a Community Oncology Practice. American Society of Clinical Oncology Educational Book 41 (May 19, 2021) e236-e245.

Disponível em  https://ascopubs.org/doi/full/10.1200/EDBK_320967  

 

 

 

 

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Câncer de garganta: álcool e tabagismo aumentam o risco da doença

Consumir tabaco, associado ao consumo frequente de bebida alcoólica é uma combinação perigosa para o desenvolvimento do câncer de garganta, também conhecido como câncer orofaríngeo, que acomete a base da língua (a parte posterior da língua), o palato mole, as amígdalas, os pilares, as paredes laterais e posteriores da garganta.

Essa dupla, junto com a infecção pelo HPV – Papilomavírus Humano, transmitida por meio da relação sexual genital, anal e oral, são as principais causas desse tipo de câncer.

Todos esses fatores podem ser evitados com mudança de hábito: não fumar nenhum produto derivado do tabaco (cigarro, charuto, cachimbo, narguilé, cigarro de palha); não consumir em excesso bebidas alcoólicas, usar preservativo durante a relação sexual e vacinar as crianças e adolescentes contra o vírus HPV.

A maioria dos casos de câncer de garganta são descobertos em estágios mais avançados, isso porque os sintomas iniciais são negligenciados e confundidos com os de outras doenças. Entre esses sintomas estão:

  • rouquidão ou mudança na voz que não passa
  • irritação e dor de garganta persistente
  • Tosse persistente
  • dificuldade para engolir e sensação de caroço na garganta
  • dor de ouvido
  • nódulo no pescoço
  • dificuldades respiratórias

Como grande parte dos diagnósticos acontecem em pessoas tabagistas e a rouquidão, a tosse, a mudança da voz são fatores habituais nesse grupo de pessoas, acabam não percebendo que essas alterações podem ser indicativas de um câncer. Por isso, ao perceber alterações persistentes, que não melhoram em duas semanas, busque avaliação médica. Se for tabagista e consumir bebida alcoólica com frequência procure fazer uma avaliação periódica para saber como está a saúde da sua garganta.

O diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento seja realizado de forma menos invasiva e com maiores chances de sucesso.

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Tabagismo: uma das principais causas do câncer de cabeça e pescoço

Os tipos de câncer que se desenvolvem na região da cabeça e pescoço (cavidade oral, faringe, laringe, glândulas salivares, seios da face, por exemplo), tem como uma de suas principais causas o tabagismo. E não estamos falando apenas do cigarro, mas sim de todas as suas formas de consumo: cachimbo, charuto, narguilé e até mesmo o cigarro de palha e de rolo.

Estudos científicos mostram que o tabagismo aumenta cerca de dez vezes o risco de desenvolvimento de câncer na cavidade oral e quando associado ao consumo de bebidas alcoólicas, esse risco triplica. O INCA – Instituto Nacional de Câncer estima que no Brasil, em 2021, são esperados 40 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço. 

Além disso,  tabagismo também é responsável pelo desenvolvimento de outros tipos de câncer, como pulmão, bexiga, rins, esôfago, gastrointestinal, além de inúmeras doenças pulmonares e cardiovasculares. A Organização Mundial da Saúde prevê que o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano, sendo que mais de 7 milhões dessas mortes são resultado do uso direto do tabaco e cerca de 1,2 milhão relacionados a não-fumantes expostos ao fumo passivo.

Por que o tabagismo pode causar câncer de cabeça e pescoço?

O tabaco possui mais de 4.700 substâncias tóxicas em sua composição, entre elas monóxido de carbono, nicotina, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído e acroleína, alcatrão, arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, além de resíduos de agrotóxicos aplicados nos produtos agrícolas e substâncias radioativas. São mais de 60 substâncias cancerígenas.

A fumaça do cigarro é inalada para os pulmões, espalhando-se pelo organismo. Mesmo não tragando, essas substâncias chegam ao cérebro e à corrente sanguínea.  O contato da fumaça com as estruturas aerodigestivas são muito presentes e diretos (boca, língua, cavidade nasal, faringe, laringe), o que provoca a alteração das células saudáveis, podendo resultar no desenvolvimento do câncer nessas regiões.

 

Outros fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço

Além do tabagismo e do álcool, outros fatores de risco que podem predispor o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço são:

  • Infecções virais pelo vírus do papiloma humano (HPV): o HPV é um vírus transmitido principalmente pelas relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, no pênis, no ânus, vulva, colo de útero, cavidade oral e orofaringe. Em alguns casos, essa lesão pode estar presente também na pele, nas cordas vocais (laringe) e no esôfago. Há vários tipos de HPV, sendo que somente os de alto risco podem causar câncer. Na cabeça e pescoço o subtipo HPV16 é o mais frequentemente encontrado e pode estar associado principalmente ao câncer na orofaringe (garganta), em especial aos tumores da amígdala.
  • Infecções do vírus de Epstein-Barr (EBV): pode causar uma doença chamada mononucleose infecciosa (uma manifestação do vírus transmitida por contato com outras salivas, podendo, portanto, ser transmitida pelo beijo). Em sua manifestação aguda, pode causar febre, dor de garganta, mal-estar e fadiga. É fator de risco para o desenvolvimento de carcinomas da nasofaringe, além de outros tipos de tumores, como linfomas.
  • Bebidas Quentes: o consumo diário e prolongado de bebidas tradicionalmente servidas em temperaturas muito alta (como o mate) aumentam o risco de câncer de boca e orofaringe – assim como o câncer de esôfago.
  • Exposição excessiva ao sol: grande responsável pelo aparecimento do câncer de lábio e da pele na região da cabeça e pescoço.
  • Exposição Ocupacional: ocorre principalmente durante o trabalho, sendo alguns exemplos: poeira de madeira, poeira de têxteis, pó de níquel, colas, formaldeído, agrotóxicos, amianto, sílica, benzeno, produtos radioativos, dentre outros.
  • Saúde oral precária: pode aumentar o risco de câncer de boca.
  • Dieta: alguns estudos mostram que dieta rica em carne, principalmente defumada e salgada podem aumentar o risco de câncer de boca. Por outro lado, uma dieta rica em caroteno, frutas cítricas e verduras reduz o risco.

 

É possível prevenir o câncer de cabeça e pescoço?

Os fatores de risco comportamentais que influenciam no desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço podem ser evitados e contribuir para a prevenção da doença. Dentre essas decisões estão:

  • Não fumar nenhum produto que tenha tabaco
  • Manter a higiene bucal adequada, com visitas regulares ao dentista
  • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Manter uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e legumes e pobre em carnes salgadas, defumados e embutidos
  • Não se expor ao sol sem proteção
  • Se vacinar contra o HPV – Papilomavirus Humano e usar preservativo durante as relações sexuais
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Protocolo com avelumabe não prolonga sobrevida de pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço de células escamosas

O protocolo com avelumabe associado com quimiorradioterapia seguido de manutenção com avelumabe não prolongou a sobrevida livre de progressão em pacientes com carcinoma de células escamosas localmente avançado de cabeça e pescoço. Com isso, não foi atingido o desfecho inicial que foi investigado no estudo Avelumab plus standard-of-care chemoradiotherapy versus chemoradiotherapy alone in patients with locally advanced squamous cell carcinoma of the head and neck: a randomised, double-blind, placebo-controlled, multicentre, phase 3 trial, publicado na revista científica Lancet Oncology.

Neste estudo de fase 3, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, os pacientes foram recrutados em 196 hospitais e centros de tratamento de câncer em 22 países. Foram incluídos 697 pacientes com 18 anos ou mais, com carcinoma de células escamosas localmente avançado confirmado histologicamente – de orofaringe, hipofaringe, laringe ou cavidade oral – não tratados previamente.

Entre 12 de dezembro de 2016 e 29 de janeiro de 2019, foram aleatoriamente designados 350 pacientes para o grupo avelumabe e 347 para o grupo placebo. O acompanhamento médio para a sobrevida livre de progressão foi de 14,6 meses no grupo avelumabe e 14,8 meses no grupo placebo. A sobrevida livre de progressão mediana não foi alcançada no grupo de avelumabe, assim como no grupo de placebo.

Ao analisar o estudo a convite do GBCP, o oncologista clínico Dr. Tadeu Ferreira de Paiva Junior explica que o fato do estudo reportar um resultado negativo não invalida a sua publicação. “Assim como reportar estudos positivos, é também de fundamental importância a publicação de estudos negativos, principalmente para que a estratégia testada não seja utilizada na prática clínica, evitando que o paciente receba tratamento comprovadamente ineficaz para a situação em que se encontra e com chance de acrescentar efeitos colaterais. Outro motivo é colaborar no desenho de estudos futuros”, destaca.

Neste trabalho, os eventos adversos relacionados ao tratamento mais comuns foram neutropenia, inflamação da mucosa, disfagia e anemia. Os eventos adversos graves relacionados ao tratamento ocorreram em 124 (36%) pacientes no grupo de avelumabe e em 109 (32%) pacientes no grupo de placebo. Mortes relacionadas ao tratamento ocorreram em dois (1%) pacientes no grupo de avelumabe (devido a distúrbios gerais e condições do local e ruptura vascular) e um caso no grupo de placebo (devido a insuficiência respiratória aguda).

De acordo com Dr. Tadeu, embora tenha havido um resultado negativo com este estudo, por meio de uma melhor seleção dos pacientes com biomarcadores e utilização de medicamentos com outros alvos – como anti-CTLA-4 – é possível projetar uma potencial melhora na taxa de sobrevida livre de progressão.  Para tanto, explica o oncologista clínico, uma opção é mudar o critério de seleção ou estratificação dos pacientes baseados em biomarcador (CPS). A recomendação do especialista é separar em braços, para poder avaliar de forma independente o possível benefício da concomitância, comparando com a fase de manutenção.

 

Referência do estudo

 

Lee NY, Ferris RL, Psyrri A, Haddad RI, Tahara M, Bourhis J, Harrington K, Chang PM, Lin JC, Razaq MA, Teixeira MM, Lövey J, Chamois J, Rueda A, Hu C, Dunn LA, Dvorkin MV, De Beukelaer S, Pavlov D, Thurm H, Cohen E. Avelumab plus standard-of-care chemoradiotherapy versus chemoradiotherapy alone in patients with locally advanced squamous cell carcinoma of the head and neck: a randomised, double-blind, placebo-controlled, multicentre, phase 3 trial. Lancet Oncol. 2021 Apr;22(4):450-462.

Disponível em  https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S1470-2045(20)30737-3

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A importância do médico patologista no diagnóstico do câncer de cabeça e pescoço

O câncer de cabeça e pescoço não é uma doença única. São muitos os tipos, subtipos e cada um deles tem características e comportamentos diferentes. Identificar de forma precisa a doença e suas especificidades é fundamental para oferecer um tratamento personalizado e obter os melhores resultados.

Os médicos patologistas são fundamentais para esse processo, pois são eles os responsáveis por determinar se existe ou não o diagnóstico do câncer. Eles fazem a análise minuciosa, pelo microscópio, de fragmentos da lesão suspeita que são retirados por meio da biópsia. A partir dessa análise conseguem identificar, no caso de diagnóstico de câncer, todas as características da doença, seu tipo histológico, subtipo, especificidades do tumor, estadio, grau de agressividade.

Todas essas informações são fornecidas no laudo anatomopatológico e com ele em mãos, o médico que conduz o caso, consegue definir a melhor alternativa de tratamento para cada paciente, se será necessária a realização de cirurgia, quimioterapia, qual a medicação mais eficaz, radioterapia, ou combinação dessas opções e, também, acompanhar o resultado desse tratamento.

Quanto mais detalhado for o diagnóstico, mais assertivo será o tratamento e, consequentemente, maiores serão as chances de sucesso. O diagnóstico preciso é fundamental para o combate ao câncer.

 

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Podcast Conexão Cabeça e Pescoço – O papel das Sociedades de Especialidades na jornada de cuidado do paciente com câncer de cabeça e pescoço

Em nosso segundo Podcast Conexão Cabeça e Pescoço, em alusão ao Julho Verde, mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, Dra. Aline Lauda, oncologista clínica e presidente do GBCP, e o jornalista Moura Leite Netto, recebem para um bate-papo sobre o papel das Sociedades de Especialidades na jornada de cuidado do paciente com câncer de cabeça e pescoço: Dr. Augusto Cesar de Andrade Mota, oncologista clínico, vice-presidente para Organização, Planejamento e Administração da SBOC – Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica; Dr. Alexandre Ferreira Oliveira, cirurgião oncológico, presidente da SBCO – Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica; Dr. Marcus Simões Castilho, radio-oncologista, presidente da SBRT – Sociedade Brasileira de Radioterapia; e Dr. Antônio Bertelli, cirurgião e diretor de Comunicação e Marketing da SBCCP – Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. 

Clique para ouvir:

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