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Cuidado multidisciplinar em Cabeça e Pescoço melhora qualidade de vida, resultados funcionais e qualidade de vida do paciente

Partindo da premissa que o câncer de cabeça e pescoço é complexo e multifacetado, um grupo de pesquisa do The START Center for Cancer Care, Sarah Cannon e San Antonio Head and Neck, instituições especializadas em assistência oncológica e localizada em San Antonio, no estado do Texas, publicaram um relatório de diretrizes sobre um melhor manejo dos pacientes de tal forma que supere barreiras e desafios que impactam no atendimento de qualidade e em tempo oportuno, em todas as fases do tratamento, do diagnóstico à reabilitação. O trabalho Barriers to Comprehensive Multidisciplinary Head and Neck Care in a Community Oncology Practice foi publicado no Educational book, da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).

 

De acordo com os autores, formar uma equipe multidisciplinar de câncer de cabeça e pescoço abrangente, com profissionais de várias especialidades, que ofereçam cuidados de alta qualidade exige muito tempo e comprometimento, mas é viável e altamente recompensado. Segundo eles, com boa comunicação, trabalho árduo, adesão às diretrizes nacionais e coordenação criativa dos recursos da comunidade, as barreiras ao atendimento multidisciplinar podem ser superadas.

 

Convidado pelo GBCP para analisar o estudo e compartilhar a experiência brasileira, o cirurgião de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo Cancer Center, Dr. José Guilherme Vartanian, aponta que muitos pacientes apresentam grandes dificuldades para acesso ao sistema de saúde, com consequente atraso diagnóstico, dificuldades para deslocamentos (para realização de exames, consultas, tratamentos prolongados), limitações financeiras para suportar o período geralmente longo do tratamento e carecem do suporte familiar mais adequado.

 

Nesta entrevista, Dr. Vartanian fala sobre o papel das equipes multidiscipliares na comunidade (fora dos grandes centros), impacto deste cuidado no tempo e qualidade de sobrevida e o quanto as medidas, com potencial de superar as principais barreiras, são factíveis de serem aplicadas no Brasil. 

 

GBCP – Como você definiria uma equipe multidisciplinar baseada na comunidade e quais são os reais benefícios para os pacientes com diagnóstico de algum tipo de câncer de cabeça e pescoço?

Dr. Vartanian – Temos evidências claras na literatura de que o manejo dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço, dentro de uma equipe multidisciplinar integrada, proporciona melhores desfechos, tanto oncológicos – com melhores taxas de sobrevida – como melhores resultados funcionais e de qualidade de vida, o que representa qualidade assistencial. Pela diversidade de situações clínicas, repercussões funcionais significativas e multidisciplinaridade do tratamento destes pacientes, principalmente no cenário de doença avançada, são consideradas essenciais. Em uma equipe multidisciplinar são diversos especialistas envolvidos, dentre eles médicos, como o cirurgião de cabeça e pescoço, radio-oncologista, oncologista clínico, radiologista, patologista (todos de preferência subespecializados em cabeça e pescoço), além dos demais profissionais não médicos envolvidos em toda a jornada destes pacientes e que auxiliam no manejo, suporte e reabilitação, como o dentista, nutricionista, fonoaudiólogo, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo e assistente social.

GBCP – Com base no apontado no estudo e em sua experiência clínica, quais você considera como as principais barreiras financeiras e sociais em câncer de cabeça e pescoço?

Dr. Vartanian – Uma das principais barreiras para uma abordagem multidisciplinar mais abrangente no contexto baseado na comunidade, ou seja, fora dos grandes centros de tratamento oncológico, seria a dificuldade de acesso ao sistema de saúde, tanto no SUS quanto na Saúde Suplementar. Neste contexto, os pacientes, em sua maioria, são dependentes do sistema público de saúde, geralmente de classes socioeconômicas menos favorecidas, sendo que muitos deles não dispõem de uma estrutura familiar adequada. Desta forma, muitos apresentam grandes dificuldades para acesso ao sistema de saúde com consequente atraso diagnóstico, dificuldades para deslocamentos (para realização de exames, consultas, tratamentos prolongados), limitações financeiras para suportar o período geralmente longo do tratamento e carecem do suporte familiar mais adequado, que seria muito importante durante toda a jornada do tratamento e reabilitação.

GBCP – Os autores apontam que por meio de boa comunicação, trabalho árduo, adesão às diretrizes nacionais e coordenação criativa dos recursos da comunidade é possível superar as barreiras ao atendimento multidisciplinar e o atendimento individualizado, personalizado e altamente bem-sucedido pode ser fornecido aos pacientes. Como você avalia essa observação?

Dr. Vartanian – De fato, os principais fatores associados aos melhores desfechos dentro do cenário de manejo multidisciplinar seriam o diagnóstico e estadiamento mais precisos, contribuindo para uma melhor definição e personalização da estratégia terapêutica. Também é imprtante a rapidez na decisão terapêutica baseada em uma mais efetiva comunicação entre os profissionais envolvidos, maior aderência às diretrizes de tratamento com melhor evidência científica e um suporte mais personalizado antes, durante e após o tratamento, evitando interrupções e descontinuidade do mesmo e mitigando as potenciais complicações e sequelas da doença e seu tratamento. Para tanto, é necessário haver um esforço muito grande, principalmente para selecionar e integrar os profissionais envolvidos, engajar os pacientes e familiares e sobretudo uma coordenação bastante efetiva de todos os processos.

GBCP Considerando o cenário brasileiro, como isso se tornaria factível?

Dr. Vartanian – Nas capitais brasileiras, regiões metropolitanas e grandes centros regionais, considerando o cenário da saúde suplementar e pacientes privados, a abordagem multidisciplinar em centros de referência já é uma realidade para a maioria. Porém, em centros menores, regiões interioranas e nas regiões mais distantes do país, principalmente nas populações que dependem do sistema público de saúde, inúmeras barreiras ainda precisam ser superadas. Como proposto pelos autores do estudo em questão e que também considero essencial, seria a formação de equipes multidisciplinares, envolvendo os profissionais médicos e não médicos a partir de reuniões semanais, os chamados “tumor boards”. O engajamento destes profissionais, valorizando o papel de cada um na jornada dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço, é essencial. Esta iniciativa pode ser tomada a partir dos próprios profissionais da região, mas também poderia ser estimulada pelas sociedades de especialidades, facilitando o contato e comunicação entre estes profissionais. Mesmo que alguns possam atuar em diferentes serviços de saúde na região, modelos híbridos de reuniões multidisciplinares, presencial e virtual, poderiam ser realizadas. O segundo passo que podemos considerar como um grande facilitador para a logística e redução de atrasos entre exames, consultas e tratamento, seria o envolvimento de enfermeiros navegadores, que ajudariam na coordenação e orientação aos pacientes, agendamento de exames e consultas, e ajudariam também na comunicação entre equipes e pacientes. Estas ações, feitas de forma coordenada, poderiam reduzir o tempo para a realização dos tratamentos principais e adjuvantes, assim como ser um facilitador para melhor integração entre as equipes de suporte e reabilitação.

GBCP – Qual é a principal contribuição deste estudo?

Dr. Vartanian – Acredito que a principal contribuição seja o estímulo a adoção deste modelo de assistência oncológica, com as melhores evidências de desfechos, mesmo no ambiente comunitário, longe dos grandes centros de referência. Outra contribuição muito importante foram as sugestões para solucionar as principais barreiras para a implementação deste modelo multidisciplinar, reforçando as principais medidas relacionadas as equipes, pacientes e instituições de saúde.

GBCP – Algo mais que gostaria de acrescentar?

Dr. Vartanian – No Brasil, vivemos diferentes realidades nas diferentes regiões do pais. Além disso, mesmo em grandes centros, podemos vivenciar discrepâncias significativas entre os diferentes serviços de saúde (privado x público x saúde suplementar). Se realmente quisermos melhorar nossos serviços oncológicos, oferecendo aos nossos pacientes a melhor qualidade assistencial, devemos nos mobilizar de fato, buscando implementar o modelo de assistência multidisciplinar, onde todos os profissionais estejam engajados e se sintam valorizados em toda a jornada do paciente com câncer de cabeça e pescoço. Sugerir mudanças nas políticas públicas de assistência a saúde é primordial e isto deve ser feito pelas sociedades de especialidades, sociedades de classe e CFM. Nosso engajamento, como profissionais diretamente envolvidos no manejo dos pacientes, pode ser realizado nos mais diversos ambientes. Para tanto, necessitamos de profissionais motivados, dispostos a sair da “zona de conforto” e usar nossa criatividade, tecnologia e trabalho em equipe para superar os obstáculos que enfrentamos em nosso pais.

 

Referência do estudo

 

Beeram M, Kennedy A, Hales N. Barriers to Comprehensive Multidisciplinary Head and Neck Care in a Community Oncology Practice. American Society of Clinical Oncology Educational Book 41 (May 19, 2021) e236-e245.

Disponível em  https://ascopubs.org/doi/full/10.1200/EDBK_320967  

 

 

 

 

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Câncer de garganta: álcool e tabagismo aumentam o risco da doença

Consumir tabaco, associado ao consumo frequente de bebida alcoólica é uma combinação perigosa para o desenvolvimento do câncer de garganta, também conhecido como câncer orofaríngeo, que acomete a base da língua (a parte posterior da língua), o palato mole, as amígdalas, os pilares, as paredes laterais e posteriores da garganta.

Essa dupla, junto com a infecção pelo HPV – Papilomavírus Humano, transmitida por meio da relação sexual genital, anal e oral, são as principais causas desse tipo de câncer.

Todos esses fatores podem ser evitados com mudança de hábito: não fumar nenhum produto derivado do tabaco (cigarro, charuto, cachimbo, narguilé, cigarro de palha); não consumir em excesso bebidas alcoólicas, usar preservativo durante a relação sexual e vacinar as crianças e adolescentes contra o vírus HPV.

A maioria dos casos de câncer de garganta são descobertos em estágios mais avançados, isso porque os sintomas iniciais são negligenciados e confundidos com os de outras doenças. Entre esses sintomas estão:

  • rouquidão ou mudança na voz que não passa
  • irritação e dor de garganta persistente
  • Tosse persistente
  • dificuldade para engolir e sensação de caroço na garganta
  • dor de ouvido
  • nódulo no pescoço
  • dificuldades respiratórias

Como grande parte dos diagnósticos acontecem em pessoas tabagistas e a rouquidão, a tosse, a mudança da voz são fatores habituais nesse grupo de pessoas, acabam não percebendo que essas alterações podem ser indicativas de um câncer. Por isso, ao perceber alterações persistentes, que não melhoram em duas semanas, busque avaliação médica. Se for tabagista e consumir bebida alcoólica com frequência procure fazer uma avaliação periódica para saber como está a saúde da sua garganta.

O diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento seja realizado de forma menos invasiva e com maiores chances de sucesso.

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Tabagismo: uma das principais causas do câncer de cabeça e pescoço

Os tipos de câncer que se desenvolvem na região da cabeça e pescoço (cavidade oral, faringe, laringe, glândulas salivares, seios da face, por exemplo), tem como uma de suas principais causas o tabagismo. E não estamos falando apenas do cigarro, mas sim de todas as suas formas de consumo: cachimbo, charuto, narguilé e até mesmo o cigarro de palha e de rolo.

Estudos científicos mostram que o tabagismo aumenta cerca de dez vezes o risco de desenvolvimento de câncer na cavidade oral e quando associado ao consumo de bebidas alcoólicas, esse risco triplica. O INCA – Instituto Nacional de Câncer estima que no Brasil, em 2021, são esperados 40 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço. 

Além disso,  tabagismo também é responsável pelo desenvolvimento de outros tipos de câncer, como pulmão, bexiga, rins, esôfago, gastrointestinal, além de inúmeras doenças pulmonares e cardiovasculares. A Organização Mundial da Saúde prevê que o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano, sendo que mais de 7 milhões dessas mortes são resultado do uso direto do tabaco e cerca de 1,2 milhão relacionados a não-fumantes expostos ao fumo passivo.

Por que o tabagismo pode causar câncer de cabeça e pescoço?

O tabaco possui mais de 4.700 substâncias tóxicas em sua composição, entre elas monóxido de carbono, nicotina, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído e acroleína, alcatrão, arsênio, níquel, benzopireno, cádmio, chumbo, além de resíduos de agrotóxicos aplicados nos produtos agrícolas e substâncias radioativas. São mais de 60 substâncias cancerígenas.

A fumaça do cigarro é inalada para os pulmões, espalhando-se pelo organismo. Mesmo não tragando, essas substâncias chegam ao cérebro e à corrente sanguínea.  O contato da fumaça com as estruturas aerodigestivas são muito presentes e diretos (boca, língua, cavidade nasal, faringe, laringe), o que provoca a alteração das células saudáveis, podendo resultar no desenvolvimento do câncer nessas regiões.

 

Outros fatores de risco para o câncer de cabeça e pescoço

Além do tabagismo e do álcool, outros fatores de risco que podem predispor o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço são:

  • Infecções virais pelo vírus do papiloma humano (HPV): o HPV é um vírus transmitido principalmente pelas relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, no pênis, no ânus, vulva, colo de útero, cavidade oral e orofaringe. Em alguns casos, essa lesão pode estar presente também na pele, nas cordas vocais (laringe) e no esôfago. Há vários tipos de HPV, sendo que somente os de alto risco podem causar câncer. Na cabeça e pescoço o subtipo HPV16 é o mais frequentemente encontrado e pode estar associado principalmente ao câncer na orofaringe (garganta), em especial aos tumores da amígdala.
  • Infecções do vírus de Epstein-Barr (EBV): pode causar uma doença chamada mononucleose infecciosa (uma manifestação do vírus transmitida por contato com outras salivas, podendo, portanto, ser transmitida pelo beijo). Em sua manifestação aguda, pode causar febre, dor de garganta, mal-estar e fadiga. É fator de risco para o desenvolvimento de carcinomas da nasofaringe, além de outros tipos de tumores, como linfomas.
  • Bebidas Quentes: o consumo diário e prolongado de bebidas tradicionalmente servidas em temperaturas muito alta (como o mate) aumentam o risco de câncer de boca e orofaringe – assim como o câncer de esôfago.
  • Exposição excessiva ao sol: grande responsável pelo aparecimento do câncer de lábio e da pele na região da cabeça e pescoço.
  • Exposição Ocupacional: ocorre principalmente durante o trabalho, sendo alguns exemplos: poeira de madeira, poeira de têxteis, pó de níquel, colas, formaldeído, agrotóxicos, amianto, sílica, benzeno, produtos radioativos, dentre outros.
  • Saúde oral precária: pode aumentar o risco de câncer de boca.
  • Dieta: alguns estudos mostram que dieta rica em carne, principalmente defumada e salgada podem aumentar o risco de câncer de boca. Por outro lado, uma dieta rica em caroteno, frutas cítricas e verduras reduz o risco.

 

É possível prevenir o câncer de cabeça e pescoço?

Os fatores de risco comportamentais que influenciam no desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço podem ser evitados e contribuir para a prevenção da doença. Dentre essas decisões estão:

  • Não fumar nenhum produto que tenha tabaco
  • Manter a higiene bucal adequada, com visitas regulares ao dentista
  • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Manter uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e legumes e pobre em carnes salgadas, defumados e embutidos
  • Não se expor ao sol sem proteção
  • Se vacinar contra o HPV – Papilomavirus Humano e usar preservativo durante as relações sexuais
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Protocolo com avelumabe não prolonga sobrevida de pacientes com câncer avançado de cabeça e pescoço de células escamosas

O protocolo com avelumabe associado com quimiorradioterapia seguido de manutenção com avelumabe não prolongou a sobrevida livre de progressão em pacientes com carcinoma de células escamosas localmente avançado de cabeça e pescoço. Com isso, não foi atingido o desfecho inicial que foi investigado no estudo Avelumab plus standard-of-care chemoradiotherapy versus chemoradiotherapy alone in patients with locally advanced squamous cell carcinoma of the head and neck: a randomised, double-blind, placebo-controlled, multicentre, phase 3 trial, publicado na revista científica Lancet Oncology.

Neste estudo de fase 3, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, os pacientes foram recrutados em 196 hospitais e centros de tratamento de câncer em 22 países. Foram incluídos 697 pacientes com 18 anos ou mais, com carcinoma de células escamosas localmente avançado confirmado histologicamente – de orofaringe, hipofaringe, laringe ou cavidade oral – não tratados previamente.

Entre 12 de dezembro de 2016 e 29 de janeiro de 2019, foram aleatoriamente designados 350 pacientes para o grupo avelumabe e 347 para o grupo placebo. O acompanhamento médio para a sobrevida livre de progressão foi de 14,6 meses no grupo avelumabe e 14,8 meses no grupo placebo. A sobrevida livre de progressão mediana não foi alcançada no grupo de avelumabe, assim como no grupo de placebo.

Ao analisar o estudo a convite do GBCP, o oncologista clínico Dr. Tadeu Ferreira de Paiva Junior explica que o fato do estudo reportar um resultado negativo não invalida a sua publicação. “Assim como reportar estudos positivos, é também de fundamental importância a publicação de estudos negativos, principalmente para que a estratégia testada não seja utilizada na prática clínica, evitando que o paciente receba tratamento comprovadamente ineficaz para a situação em que se encontra e com chance de acrescentar efeitos colaterais. Outro motivo é colaborar no desenho de estudos futuros”, destaca.

Neste trabalho, os eventos adversos relacionados ao tratamento mais comuns foram neutropenia, inflamação da mucosa, disfagia e anemia. Os eventos adversos graves relacionados ao tratamento ocorreram em 124 (36%) pacientes no grupo de avelumabe e em 109 (32%) pacientes no grupo de placebo. Mortes relacionadas ao tratamento ocorreram em dois (1%) pacientes no grupo de avelumabe (devido a distúrbios gerais e condições do local e ruptura vascular) e um caso no grupo de placebo (devido a insuficiência respiratória aguda).

De acordo com Dr. Tadeu, embora tenha havido um resultado negativo com este estudo, por meio de uma melhor seleção dos pacientes com biomarcadores e utilização de medicamentos com outros alvos – como anti-CTLA-4 – é possível projetar uma potencial melhora na taxa de sobrevida livre de progressão.  Para tanto, explica o oncologista clínico, uma opção é mudar o critério de seleção ou estratificação dos pacientes baseados em biomarcador (CPS). A recomendação do especialista é separar em braços, para poder avaliar de forma independente o possível benefício da concomitância, comparando com a fase de manutenção.

 

Referência do estudo

 

Lee NY, Ferris RL, Psyrri A, Haddad RI, Tahara M, Bourhis J, Harrington K, Chang PM, Lin JC, Razaq MA, Teixeira MM, Lövey J, Chamois J, Rueda A, Hu C, Dunn LA, Dvorkin MV, De Beukelaer S, Pavlov D, Thurm H, Cohen E. Avelumab plus standard-of-care chemoradiotherapy versus chemoradiotherapy alone in patients with locally advanced squamous cell carcinoma of the head and neck: a randomised, double-blind, placebo-controlled, multicentre, phase 3 trial. Lancet Oncol. 2021 Apr;22(4):450-462.

Disponível em  https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S1470-2045(20)30737-3

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A importância do médico patologista no diagnóstico do câncer de cabeça e pescoço

O câncer de cabeça e pescoço não é uma doença única. São muitos os tipos, subtipos e cada um deles tem características e comportamentos diferentes. Identificar de forma precisa a doença e suas especificidades é fundamental para oferecer um tratamento personalizado e obter os melhores resultados.

Os médicos patologistas são fundamentais para esse processo, pois são eles os responsáveis por determinar se existe ou não o diagnóstico do câncer. Eles fazem a análise minuciosa, pelo microscópio, de fragmentos da lesão suspeita que são retirados por meio da biópsia. A partir dessa análise conseguem identificar, no caso de diagnóstico de câncer, todas as características da doença, seu tipo histológico, subtipo, especificidades do tumor, estadio, grau de agressividade.

Todas essas informações são fornecidas no laudo anatomopatológico e com ele em mãos, o médico que conduz o caso, consegue definir a melhor alternativa de tratamento para cada paciente, se será necessária a realização de cirurgia, quimioterapia, qual a medicação mais eficaz, radioterapia, ou combinação dessas opções e, também, acompanhar o resultado desse tratamento.

Quanto mais detalhado for o diagnóstico, mais assertivo será o tratamento e, consequentemente, maiores serão as chances de sucesso. O diagnóstico preciso é fundamental para o combate ao câncer.

 

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Podcast Conexão Cabeça e Pescoço – O papel das Sociedades de Especialidades na jornada de cuidado do paciente com câncer de cabeça e pescoço

Em nosso segundo Podcast Conexão Cabeça e Pescoço, em alusão ao Julho Verde, mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, Dra. Aline Lauda, oncologista clínica e presidente do GBCP, e o jornalista Moura Leite Netto, recebem para um bate-papo sobre o papel das Sociedades de Especialidades na jornada de cuidado do paciente com câncer de cabeça e pescoço: Dr. Augusto Cesar de Andrade Mota, oncologista clínico, vice-presidente para Organização, Planejamento e Administração da SBOC – Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica; Dr. Alexandre Ferreira Oliveira, cirurgião oncológico, presidente da SBCO – Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica; Dr. Marcus Simões Castilho, radio-oncologista, presidente da SBRT – Sociedade Brasileira de Radioterapia; e Dr. Antônio Bertelli, cirurgião e diretor de Comunicação e Marketing da SBCCP – Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. 

Clique para ouvir:

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Autoexame da cabeça e pescoço: como fazer em 6 passos

Os sintomas do câncer de cabeça e pescoço geralmente surgem em fases mais avançadas da doença, mas é importante estar sempre atento a algum sinal . O autoexame da cavidade oral e do pescoço é uma ferramenta importante para a identificar essas alterações e buscar avaliação de um especialista e também para a prevenção. É recomendado a qualquer pessoa, mas principalmente as pessoas fumantes e que consomem regularmente bebidas alcoólicas. 

O processo do autoexame é bem simples e envolve a inspeção visual e palpação em frente ao espelho. 

Durante o processo deve-se observar a cavidade oral (bochecha, lábios, língua, assoalho bucal e palato) e o pescoço. De preferência fazer mensalmente.

O que deve ser observado:

  • Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas
  • Áreas irritadas debaixo de próteses (dentaduras, pontes móveis);
  • Feridas que não cicatrizam
  • Dentes amolecidos;
  • Nódulos ou endurecimento na região da boca
  • Nódulo no pescoço

6 passos para fazer o autoexame:

  1. observe e toque todo o seu rosto.
  2. afaste o lábio inferior e o superior e toque a região para ver se existe alguma ferida, mancha ou coloração diferente
  3. toque e olhe os dois lados internos da bochecha e toda a gengiva para verificar alguma alteração
  4. coloque o dedo indicador por baixo da língua e o polegar por baixo do queixo para identificar se existe alguma alteração no assoalho da boca.
  5. observe a parte de cima da língua, movimente a língua para observar a parte inferior e as laterais.
  6. apalpe o pescoço, embaixo do queixo e todo o contorno para observar se existe algum nódulo, dor ou endurecimento
  7. Importante: se usar prótese dentária (dentadura) retire para fazer o autoexame.
RESULTADO PESQUISA

Pesquisa de Opinião: Mais de um terço dos brasileiros desconhece importância do diagnóstico precoce de câncer de cabeça e pescoço

Com o objetivo de entender o nível de conhecimento dos brasileiros sobre o câncer de cabeça e pescoço e contribuir para diminuir a desinformação sobre os diferentes tipos de tumores que acometem os órgãos desta localidade, o Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP), aplicou questionário que foi respondido por homens e mulheres, a partir de 18 anos, das cinco regiões do país. A pesquisa é alusiva ao “Julho Verde”, mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço.

O questionário on-line, aplicado junto a uma amostra de conveniência, contou com a adesão de 281 participantes. A pesquisa mostra que pouco mais da metade (57,1%) dos entrevistados costumam passar por consulta semestral ou anual para prevenção ou diagnóstico precoce de doenças. Porém, mais de um terço (36,6%) discordam ou não sabem que é maior o sucesso do tratamento de tumores de cabeça e pescoço quando a doença é descoberta no início e 23% dos entrevistados negligenciaram os cuidados com a saúde durante a pandemia da COVID-19.

“Essas informações são um ponto de alerta importante, pois 70% a 80% dos casos no país são diagnosticados já em fase avançada da doença, o que torna o tratamento mais agressivo e com mais sequelas, o que dificulta a reabilitação e reduz exponencialmente a chance de cura”, ressalta Dra. Aline Lauda Chaves, oncologista clínica e nossa presidente.

Segundo a especialista, outros dados preocupantes são que 9 entre 10 participantes têm mais de 34 anos e os homens representaram apenas 8,1% da amostra. “Sabemos que jovens estão mais presentes na internet, mas isso não se refletiu na adesão ao questionário. O baixo interesse pelo tema de pessoas entre 18 e 34 anos e o fato de os homens serem tão pouco impactados, mostra que são gargalos que devemos trabalhar na comunicação das campanhas do Julho Verde”, ressalta Dra. Aline Chaves.

Entre as boas notícias trazidas na pesquisa estão o fato de a maioria da população saber que os principais fatores de risco são o etilismo, infecção pelo vírus HPV e o tabagismo (inclusive o ato de fumar “sem tragar” e em qualquer forma de consumo de tabaco, como narguilé, charuto e cachimbo). A maioria (59%) sabe que o câncer de tireoide é mais comum entre as mulheres.

 

PERFIL DOS ENTREVISTADOS

Entre os 281 participantes, mais da metade (50,4%) são da região Sudeste, seguida por Sul (26,7%), Centro-Oeste e Nordeste (ambas 9,3%) e Norte (4,3%). O perfil demográfico aponta também que 87,5% são mulheres e 64,7% conhecem um familiar, um amigo/conhecido ou é a própria pessoa que teve algum tipo de câncer de cabeça e pescoço. Apenas 5 entrevistados (1,8%) afirmaram nunca terem ouvido falar sobre a doença.

Mais da metade (51,9%) dos entrevistados têm o ensino superior completo (graduação ou algum nível de pós-graduação). Sobre o modelo de assistência ao qual eles marcaram consultas nos últimos doze meses, a maioria acessou pela Saúde Suplementar (58,4%). Os usuários do SUS representam 35,9% e 5,7% afirmaram que não foram ao médico no último ano por não achar necessário.

 

SENTIMENTOS DIANTE DA DOENÇA

A pesquisa mostrou que os entrevistados têm baixa expectativa em relação ao sucesso do enfrentamento da doença. Quando perguntados sobre, independentemente do tipo de câncer de cabeça e pescoço, qual era a primeira palavra que vinha em mente, apenas 18 (6,4%) dos entrevistados optaram por palavras de otimismo (Fé e Vitória). Sofrimento (29,9%), Medo (28,8%) e Morte (15,3%) foram as palavras mais lembradas.

“Outra questão importante que observamos é que o medo de ficar com sequelas funcionais, que dificultam a fala, visão e alimentação, são preocupações muito frequentes, atrás apenas do medo de morrer pela doença”, identifica  Dra. Aline.

As respostas, tabuladas integramente abaixo, incluem a percepção da população sobre os principais mitos e verdades sobre câncer de tireoide, cavidade oral, laringe e faringe.

RESULTADOS COMPLETOS

IDADE
8 – 24 6 (2,1%)
25 – 34 17 (6,0%)
25 – 44 52 (18,5%)
45 – 54 63 (22,4%)
55 – 64 97 (34,5%)
65 – 74 44 (15,7%)
75 ou +  2 (0,7%)

SEXO
 
Feminino 246 (87,5%)
Masculino 35 (12,5%)

QUAL É O SEU GRAU DE ESCOLARIDADE?
Ensino fundamental completo ou incompleto 26 (9,3%)
Ensino médio completo ou incompleto 81 (28,8%)
Ensino superior incompleto 28 (10%)
Ensino superior completo 83 (29,5%)
Pós-graduação, mestrado ou doutorado completo 63 (22,4%)
 

RESIDE EM QUAL REGIÃO DO PAÍS

Norte 12 (4,3%)
Nordeste 26 (9,3%)
Centro-Oeste 26 (9,3%)
Sudeste 142 (50,4%)
Sul 75 (26,7%)
 

VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE TEM OU TEVE ALGUM TIPO DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO?

Sim, um familiar 74 (26,3%)
Sim, um amigo/conhecido 97 (34,5%)
Sim, eu tenho a doença 11 (3,9%)
Não conheço ninguém 94 (33,5%)
Nunca tinha ouvido falar sobre esse tipo de câncer 5 (1,8%)

QUANDO VOCÊ PENSA SOBRE CÂNCER (INDEPENDENTEMENTE DO TIPO), QUAL É A PRIMEIRA PALAVRA QUE SURGE EM SUA MENTE?
Medo 81 (28,8%)
Morte 43 (15,3%)
Sofrimento 84 (29,9%)
Tratamento 52 (18,5%)
13 (4,6%)
Vitória 5 (1,8%)
Nenhuma das anteriores 3 (1,1%)

EM RELAÇÃO À RESPOSTA ANTERIOR, QUAL É O MOTIVO DE MAIOR PREOCUPAÇÃO?
Medo de morrer pela doença 117 (41,6%)
Contar para minha família 13 (4,6%)
Ficar com sequelas funcionais (alimentação, fala, visão, etc) 92 (32,7%)
Medo do tratamento 49 (17,4%)
Alteração da aparência resultante da cirurgia para retirar o tumor 8 (2,8%)
O que as pessoas irão pensar 2 (0,7%)
Perder o emprego 0 (0%)
 

VOCÊ VAI AO MÉDICO PARA REALIZAR EXAMES QUE POSSAM
PREVENIR/DIAGNOSTICAR DOENÇAS? COM QUAL PERIODICIDADE?

Sim, uma vez por ano 118 (42%)
Sim, a cada seis meses 42 (14,9%)
Sim, eventualmente 33 (11,7%)
Apenas quando tenho algum sintoma 81 (28,8%)
Nunca fui. Não acho necessário 7 (2,5%)
 

ATUALMENTE, VOCÊ MARCA CONSULTA POR QUAL MODELO DE ASSISTÊNCIA?

Saúde Suplementar (particular ou convênio/plano privado) 164 (58,4%)
Sistema Único de Saúde (SUS) 101 (35,9%)
Não fui ao médico no último ano 16 (5,7%)

PARA VOCÊ, QUAL É O ESPECIALISTA MÉDICO QUE
PODE TRATAR O CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO?
Cirurgião de cabeça e pescoço/oncologista 233 (82,9%)
Cirurgião oncológico /oncologista 6 (2,1%)
Clínico geral 2 (0,7%)
Cirurgião-dentista 1 (0.4%)
Neurologista 9 (3,2%)
Estomatologista 2 (0,7%)
Todos os anteriores 17 (6%)
Não sei 11 (3,9%)
 

SOBRE OS CUIDADOS COM A SAÚDE DURANTE A PANDEMIA
DE COVID-19, COM QUAIS ALTERNATIVAS VOCÊ CONCORDA?

O câncer não surge inesperadamente e posso
esperar a pandemia passar para voltar à rotina de exames
20 (7,1%)
Todos que apresentam sintomas devem,
 independentemente da pandemia, procurar um médico
104 (37%)
O tempo não para. O câncer também não. Devo
manter a rotina de exames preventivos
 

112 (39,9%)

Só deve ir ao médico durante a pandemia quem já
 tem um diagnóstico de câncer e está em tratamento
23 8 (8,2%)
Eu já não ia muito e agora continuo não indo 22 (7,8%)
 

SOBRE TODOS OS TIPOS DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO (BOCA, FARINGE, GLÂNDULAS SALIVARES, LARINGE, SEIOS DA FACE E TIREOIDE), CLASSIFIQUE AS INFORMAÇÕES A SEGUIR ENTRE VERDADEIRO OU FALSO:

Falso Verdadeiro Não sei
Consumo excessivo de carne vermelha, principalmente preparadas na churrasqueira a carvão, aumenta o risco de câncer de boca.

 

105 127 49
O câncer de tireoide é uma doença exclusiva do público masculino. Mulheres estão protegidas por seus hormônios.

257

14

 

10

 

 

Perda de peso é sintoma de todos os tipos de câncer de cabeça e pescoço.

 

141

88

 

52

 

A boca deve ser higienizada corretamente, pois, de acordo com algumas pesquisas, a gengivite crônica pode acumular bactérias com potencial carcinogênico.

 

51

202

 

28

 

Dor de ouvido recorrente é sintoma de câncer de faringe

143

51

 

87
 

Tontura pode ser sintoma de câncer de cabeça e pescoço

 

89 124 68
 

Presença de lesões na boca, que não apresentam dor, podem ser ignoradas. Quando a lesão é câncer, sempre apresenta dor.

218 47 16
 

Dificuldade de engolir pode ser sintoma
de câncer de faringe.

 

48 203 30
 

A prática de sexo oral, sem proteção aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de boca, devido a infecção pelo papilomavírus humano (HPV).

37 210 34
 

O câncer de laringe é mais frequente entre pessoas de raça negra do que em brancos, asiáticos e latinos.

156 31 94
 

Muitos dos canceres de cabeça e pescoço, na fase inicial da doença, evoluem sem apresentar sintomas

 

41 202 38
 

Consumo excessivo de bebidas quentes pode aumentar o risco de câncer de boca

 

99 136 46
 

CONSIDERANDO AS AFIRMAÇÕES ABAIXO SOBRE OS TIPOS DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO – (BOCA, FARINGE, GLÂNDULAS SALIVARES, LARINGE, SEIOS DA FACE E TIREOIDE), VOCÊ CONCORDA OU DISCORDA DOS ENUNCIADOS?

Concordo Discordo Não sei
Os sintomas típicos dos tumores de cabeça e pescoço incluem aparecimento de nódulos, feridas que não cicatrizam, dor de garganta que não melhora, dificuldade para engolir e alteração ou rouquidão na voz. 252 17 12
Fumar e não tragar, diminui o risco de ter câncer de cabeça e pescoço 26 234 21
Alimentação saudável e equilibrada, com menos consumo de carne vermelha, alimentos salgados e em conserva e rica em legumes e vegetais, é uma forte aliada no combate ao câncer de cabeça e pescoço 234 31 16
Consumo de álcool e tabagismo não têm qualquer relação com aumento de risco para os vários tipos de câncer de cabeça e pescoço. 72 197 12
Os derivados do tabaco, como cigarro de palha, cachimbo, narguilé e charuto trazem o risco aumentado para desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço? 229 41 11
O especialista que trata o câncer de cabeça e pescoço é o médico neurologista. 53 197 31
Câncer de tireoide é mais comum nas mulheres que nos homens. 165 90 26
A queda do número de fumantes, considerando que o tabagismo é um dos principais fatores de risco do câncer de cabeça e pescoço, diminuiu os casos da doença. 169 77 35
A má higiene bucal e ausência de dentes podem ser fatores de risco para o câncer de boca. 209 50 22
A infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV), aliado a prática de sexo oral sem proteção, é um fator de risco para alguns tipos de câncer de cabeça e pescoço, particularmente para o câncer de boca e orofaringe, que envolve as amígdalas e base da língua. 228 35 18
A vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), disponível no sistema público de saúde, pode prevenir a infecção contra o HPV de alto risco e evitar o câncer de garganta (orofaringe)? 205 47 29
O resultado do tratamento de câncer e cabeça e pescoço é o mesmo, independentemente do estágio em que a doença é descoberta 75 178 28

 

EM SUA OPINIÃO, QUAIS SÃO OS FATORES QUE PODEM AUMENTAR O RISCO PARA CADA TIPO DE CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO OU QUE NÃO CONSTITUEM FATOR DE RISCO? VOCÊ PODE ASSINALAR MAIS DE UM TIPO DE CÂNCER.

Infecção pelo vírus HPV aliado a prática de sexo sem proteção
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
23 218 91 57 18

 

Consumo excessivo de alimentos salgados e em conserva
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
105 107 92 39 48
Uso de próteses dentárias
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
18 177 13 6 86
Uso de enxaguante bucal
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
30 123 31 10 119
Consumir em excesso bebidas quentes
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
35 150 100 67 52
Má higiene bucal
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
31 226 62 49 14

 

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas e tabagismo
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
83 198 153 103 14
Refluxo gastroesofágico
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
51 107 130 86 33

 

Alimentação rica em verduras.
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
68 53 24 7 147
Consumo de frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi etc.)
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
55 64 38 11 139
Consumir alimentos preparados em forno micro-ondas.
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
77 87 56 28 109
Exposição a materiais radioativos, sem proteção
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
179 138 109 83 14
Longas e intensas exposições ao pó de madeira e determinados produtos químicos utilizados na metalurgia, produção de petróleo e plásticos e indústrias têxteis, além do amianto.
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
121 127 137 93 18

 

Desequilíbrio dos hormônios da tireoide
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
206 39 28 18 20
Herança familiar e mutações genéticas
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
193 142 121 87 17

 

Trauma na região de cabeça e pescoço devido a qualquer acidente
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe Não é fator de risco
99 65 76 32 94

 

RELACIONE OS SINAIS E SINTOMAS A CADA TIPO DE CÂNCER. VOCÊ PODE MARCAR MAIS DE UMA ALTERNATIVA 

Nódulo, caroço ou inchaço no pescoço
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
234 81 120 77

 

Ferida na garganta que não cicatriza
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
34 160 138 84

 

Dor ou dificuldade para engolir
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
73 132 180 113

 

Mancha branca ou vermelha nas gengivas, língua, amígdalas ou mucosa da boca.
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
23 235 80 41

 

Caroço ou inchaço na bochecha ou boca
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
27 230 58 32

 

Tosse persistente
66 83 186 111

 

Engasgos com alimentos
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
77 98 173 105

 

Rouquidão, tosse persistente ou outras alterações na voz que não desaparecem
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
88 85 186 104

 

Perda de peso
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
188 141 118 86

 

Dificuldade para mastigar ou engolir
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
68 184 163 83

 

Zumbido no ouvido ou dor de ouvido
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
76 99 134 84

 

Mau hálito persistente
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
30 223 100 59

 

Dor ou fraqueza no rosto
Tireoide Cavidade oral Laringe Faringe
67 179 107 60

 

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Mitos e verdades sobre câncer de cabeça e pescoço

Cuidar da saúde também é ser exigente com as informações sobre o tema. Se no passado, dados sem base científica eram espalhados de boca em boca, hoje esse processo ganhou uma amplitude ainda maior e, portanto, mais perigosa, com as redes sociais e as fakes news.

Quando o assunto for a sua saúde, antes de tomar qualquer decisão com base em algo que ouviu falar ou veio por meio de sua rede social, tenha o cuidado de verificar se a fonte é confiável. Na dúvida, sempre converse com seu médico.

Em relação ao câncer de cabeça e pescoço – tumores que atingem a cavidade oral, seios da face, laringe, faringe, tireoide – reunimos aqui alguns mitos e verdades sobre o tema para esclarecer suas dúvidas.

 

Se tenho uma lesão da boca que não dói, posso ficar despreocupado em relação a câncer de boca.

MITO. O câncer de boca no início, na maioria das vezes, é assintomático e não apresenta dor. Se perceber feridas na boca, assim como rouquidão ou inflamações, que persistem por mais de três  semanas sem melhora é importante buscara avaliação de um médico ou dentista.

 

Com as campanhas de conscientização contra o tabagismo, caiu o número de fumantes e, consequentemente, a incidência desse tipo de câncer.

MITO.  Apesar do tabagismo ser, de fato, um dos principais fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço, a diminuição do número de fumantes não reverteu em queda na incidência da doença. Isso porque aumentou o número de casos relacionados a outro fator de risco da doença – a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) associada a sexo oral sem proteção. Com isso, aumentou o volume de pacientes acometidos por câncer de cabeça e pescoço, mesmo entre os que nunca fumaram.

 

O consumo de tabaco associado a bebidas alcoólicas potencializa ainda mais o risco de desenvolver câncer de cabeça e pescoço.

VERDADE. A associação dos hábitos de beber e fumar multiplica em até 20 vezes a chance de uma pessoa saudável desenvolver algum tipo de câncer de cabeça e pescoço.

 

Uma dieta rica em carne vermelha pode aumentar o risco para desenvolvimento de câncer na região da cabeça e do pescoço.

VERDADE. Consumir todos os dias carne vermelha em grandes quantidades pode predispor a um tumor na boca ou na garganta. A carne preparada como churrasco constitui risco ainda maior devido aos elementos carcinogênicos do carvão. Você não precisa excluir totalmente a carne de seu cardápio, mas diminuir o consumo para no máximo duas ou três vezes por semana é recomendável, assim como variar o preparo.

 

No caso de câncer de laringe em que for necessária a retirada cirúrgica do órgão, o paciente perderá a capacidade de falar. 

MITO. Na realidade, mesmo sem a laringe, o paciente pode conseguir se comunicar por meio de outros mecanismos ao passar por reabilitação com fonoaudiólogo. Entre os recursos que podem ser utilizados estão a prótese traqueosofágica e a eletrolaringe.  Além disso, há pacientes que aprendem a usar a voz esofágica, técnica em que o som é produzido pelo esôfago.

 

Consumir frutas e verduras pode ser fator de proteção para o câncer de cabeça e pescoço.

VERDADE.  Ao inserir frutas cítricas e vegetais verdes na dieta, você contribui para aumentar a proteção em relação a diversos tipos de câncer, inclusive os de cabeça e pescoço. O mesmo benefício vale para as bebidas naturais, como chá verde, açafrão e própolis, devido à presença de antioxidantes, componentes capazes de evitar a formação de lesões e tumores nas células.

 

Próteses dentárias podem causar câncer de boca.

MITO. O uso correto de próteses dentárias não provoca câncer de boca. O que pode acontecer é de uma prótese mal ajustada machucar a boca e causar um trauma crônico e essa lesão predispor ao desenvolvimento de câncer. É fundamental que a prótese esteja confortavelmente ajustada à boca e que os cuidados com a higiene recomendados pelo dentista sejam seguidos.

 

O câncer de cabeça e pescoço é uma doença exclusivamente masculina? 

MITO. A predominância de tumores de cabeça e pescoço em homens já foi verdade no passado. Comparativamente as mulheres, eles representavam 90% dos casos. Mas o cenário mudou totalmente com o aumento do tabagismo entre as mulheres e a maior incidência de câncer de tireoide, causado pelas variações hormonais mais presentes no organismo feminino. Hoje podemos dizer que a incidência desses tumores entre homens e mulheres têm a mesma proporção.

 

Todo nódulo  na tireoide é câncer.

MITO. Cerca de 95% dos nódulos que aparecem na tireoide são benignos. Apesar disso, é importante que o nódulo seja avaliado pelo especialista para excluir a possibilidade de câncer.

 

Hipotireoidismo e hipertireoidismo podem causar câncer de tireoide?

MITO. Condições da glândula tireoide como hipertireoidismo (produção em excesso de hormônios) e hipotireoidismo (queda no nível de hormônios produzidos) não têm associação com o câncer de tireoide.

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