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Categoria : Notícias Paciente

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Iodoterapia: como adotar uma dieta pobre em iodo

A cirurgia é o principal tratamento para o câncer de tireoide e em alguns casos é indicado também um tratamento complementar com a iodoterapia, principalmente para os tumores de tireoide do tipo bem-diferenciado (papilíferos e carcinomas), cujas células têm características semelhantes às células tireóideas e por isso captam o iodo para fabricar hormônio.

A iodoterapia tem como objetivo eliminar as células cancerígenas que restaram no organismo após a cirurgia ou quando ocorre a metástase para os gânglios linfáticos ou outros órgãos.

Porém, uma das condições para que a iodoterapia tenha eficácia é a adoção de uma dieta pobre em iodo antes do tratamento, ou seja, uma dieta que evite alimentos que contêm sal iodado e corante vermelho, produtos lácteos, ovos, frutos do mar e soja.

O objetivo dessa dieta é aumentar a captação do organismo pelo Iodo radioativo que será recebido durante o tratamento.

 

ALIMENTOS PARA DIETA POBRE EM IODO

 

ALIMENTOS PROIBIDOS PERMITIDOS
Sal Sal iodado comum (supermercado),
salgadinhos industrializados, temperos prontos
Sal sem iodo (farmácia
de manipulação). Evite
sal vendido em supermercado
Carnes Carne defumada, carne
de sol (charque), embutidos
Carne vermelha fresca,
carne de frango e carne
de porco
Peixes e frutos do mar Todos os tipos de peixe e

frutos do mar

Ovos Gema do ovo Clara de ovo
Molhos, óleos e gorduras Molhos e extrato de tomates industrializados, maionese, margarina, molho de soja
e óleo de soja
Óleo de milho, óleo de girassol, azeite de oliva, vinagre e molho de tomate caseiro
Laticínios Sorvetes, leites, creme de leite, manteiga, queijo, requeijão, leite de soja, tofu Leite em pó desnatado
Frutas Frutas cristalizadas, secas,
em conserva ou em calda, salgadas e uvas
Frutas naturais (frescas)
e sucos de frutas naturais
Vegetais Agrião, repolho, aipo,
couve de Bruxelas, berinjela, brócolis, espinafre e os enlatados (azeitona, milho, ervilha, cogumelo, picles e palmito)
Alface, batata sem casca, beterraba, cenoura, cebola, chuchu, pepino e tomate
Pães e massas Pães industrializados,
pizza, empanados, tortas salgadas, bolos, biscoito água e sal e cream cracker
Pão Caseiro
Cereais e Grãos Cereais industrializados,
nozes e amendoim
Arroz, aveia, feijão, milho, trigo e farelo de trigo
Doces Doces com gema de ovo, chocolate, brigadeiro, doce de leite, gelatina, pudim Açúcar, mel, geleia caseira, melado, doce de banana, de coco e de mamão caseiro.
Bebidas Chá e sucos industrializados, café solúvel, refrigerantes, e bebidas alcoólicas. Café de filtro, suco natural de frutas, água de coco natural e chá caseiro.

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Refluxo Gastroesofágico e o câncer de cabeça e pescoço

Alguns fatores de risco podem predispor o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço. Quando nos referimos ao câncer de laringe e hipofaringe um desses fatores é a doença do refluxo gastroesofágico.

 

O refluxo gastresofágico se caracteriza pelo retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago, incluindo ácido e bile. Isso ocorre quando o músculo e esfíncteres que deveriam impedir esse processo não funcionam de forma adequada. O refluxo vai causando inflamação e irritação em razão da acidez e da quantidade de ácido que retorna para o esôfago, pois a mucosa desse órgão não tem proteção contra esse líquido, diferentemente do estômago.

 

Quando o líquido do refluxo chega ao esôfago ele pode também chegar à garganta e aos pulmões. Se houver uma recorrência dessa condição, ou seja, o refluxo se tornar crônico, pode vir a ser um fator de risco para o câncer de laringe e hipofaringe, além do câncer de esôfago. 

 

Dentre os principais sintomas do refluxo estão:

  • azia ou queimação que se origina na boca do estômago, mas pode atingir a garganta;
  • dor torácica intensa, que pode ser confundida com a dor da angina e do infarto do miocárdio;
  • tosse seca;
  • doenças pulmonares de repetição, como pneumonias, bronquites e asma

 

Se perceber alguns desses sintomas, é importante buscar uma avaliação médica.

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Quais são as causas e sintomas do câncer de laringe?

O câncer de laringe é um dos tipos mais comuns de câncer de cabeça e pescoço. A laringe está localizada entre a base da língua e a traqueia e o câncer nessa região pode se desenvolver nas três áreas que formam a laringe: a supraglote, a glote e a bubglote. Na maioria dos casos o tumor se desenvolve na glote, onde estão localizadas as cordas vocais.

A doença é mais prevalente em homens acima dos 50 anos e existem alguns fatores de risco importantes que predispõem ao desenvolvimento do câncer de laringe. Esses fatores em sua maioria podem ser evitados com a adoção de algumas atitudes.

 

Entenda quais sãos esses fatores:

O fumo e o álcool são os principais fatores de risco, sendo que o fumo aumenta em 10 vezes a chance de desenvolvimento do câncer de laringe.

A infecção pelo vírus HPV – Papilomavírus Humano, transmitido principalmente pelo contato sexual (nesse caso oral) também é considerado um fator de risco. Além desses, o refluxo gastroesofágico, uma doença crônica, também pode levar ao desenvolvimento do câncer

 

Sintomas do câncer de laringe:

Alguns sintomas podem indicar a suspeita de um câncer de laringe e eles podem ser diferentes a depender da localização do tumor. Por exemplo, a dor de garganta, principalmente durante a alimentação, pode indicar um câncer na supraglote e a rouquidão um tumor na glote ou subglote.

O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros sinais, como alteração na qualidade da voz, dificuldade de engolir e sensação de “caroço” na garganta. Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, podem ocorrer dor na garganta, disfagia mais acentuada e dispneia (dificuldade para respirar ou falta de ar).

Possíveis sintomas:

  • dor de garganta persistente
  • rouquidão persistente
  • alteração na qualidade da voz
  • dificuldade de engolir
  • sensação de “caroço” na garganta
  • nódulo (caroço) no pescoço

 

Na maioria das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas se eles persistirem por mais de duas semanas é importante procurar avaliação médica. Se houver suspeita de câncer de laringe, o médico vai solicitar alguns exames para diagnóstico, como a laringoscopia e exames de imagem (tomografia, ressonância magnética) e, se necessário, uma biópsia da lesão para confirmar ou descartar o diagnóstico.

O tratamento do câncer de laringe vai depender do estágio da doença e das condições clínicas do paciente, podendo ser indicada a cirurgia, combinada com radioterapia ou quimioterapia após a cirurgia para reduzir as chances de recidiva do câncer.

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Tumor na paratireoide: o que é importante saber

No nosso corpo existem quatro pequenas glândulas que são responsáveis por regular os níveis de cálcio no organismo, elas são chamadas de paratireoides. O câncer também pode se desenvolver nessa região, apesar de ser raro. A maioria dos tumores nas glândulas paratireoides são benignos: os adenomas ou hiperplasias.

Uma das principais condições que podem indicar a suspeita de um câncer nessa região é a hipercalcemia, o aumento da quantidade cálcio no sangue, o que traz sintomas como cansaço fraqueza e sonolência. O aumento do cálcio ocorre porque a célula cancerígena produz excesso do hormônio PTH (hiperparatireoidismo), que retira cálcio do osso para o sangue.

 

Fatores de Risco

Não há um consenso sobre os fatores de risco que estão relacionados especificamente ao desenvolvimento de adenomas ou de câncer de paratireoide. No entanto, observa-se algumas mutações genéticas em casos raros da doença, como nos genes FIHP e MEN1.

 

Sintomas

Ao perceber alguns dos sintomas, é importante procurar um otorrinolaringologista ou um especialista em cirurgia de cabeça e pescoço.

  • Dor, especialmente nos ossos;
  • Fadiga ou sonolência;
  • Dificuldades para falar ou de engolir alimentos;
  • Hipercalcemia – aumento repentino do nível de cálcio no sangue;
  • Problemas renais, incluindo pedras nos rins;
  • Perda de apetite;
  • Sede intensa;
  • Micção frequente;
  • Fraqueza muscular;
  • Caroço no pescoço.

 

Diagnóstico

Geralmente, esse tipo de câncer não apresenta sintomas iniciais e tem  crescimento lento, por isso, em grande parte dos casos é diagnosticado durante a investigação ou tratamento de alguma outra doença.

O diagnóstico pode ser feito por exames de rotina em pacientes sem sintomas

Quando o paciente apresenta sinais de hipercalcemia (aumento do cálcio no sangue), são solicitados exames de sangue, raios-X, cintilografia, utrassonografia, ressonância ou  tomografia computadorizada, mas a confirmação do diagnóstico só acontece após o procedimento cirúrgico com a biópsia, que é a analise microscópica da amostra da lesão.

 

Tratamento

As opções de tratamento dependem das características do tumor e estado clínico do paciente.

O principal tipo de tratamento indicado é a cirurgia para a retirada do tumor. Antes dela, o paciente pode precisar tomar medicamentos para controlar a quantidade de cálcio no sangue até que o procedimento seja feito.

Em algumas situações de doença avançada podem ser indicadas a quimioterapia ou a radioterapia como tratamento complementar.

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A importância do protetor solar labial na prevenção do câncer de cabeça e pescoço

E chegou o verão, a estação mais solar do ano. Todos os anos, a campanha #DezembroLaranja surge para conscientizar a população sobre a importância da prevenção  para evitar o desenvolvimento do câncer de pele, mas precisamos também incluir aqui o câncer de lábio.

O câncer de pele é o mais prevalente na população brasileira e a principal causa é a exposição ao sol sem proteção, assim como ocorre com o câncer de lábio, que pode se manifestar em toda a região dos lábios, mas é mais comum no lábio inferior.

Geralmente, o câncer de lábio é precedido de uma lesão benigna com potencial de malignidade, a Queilite Actínica, que surge em razão da exposição ao sol prolongada e ao longo da vida sem proteção. Quando as células se modificam e se tornam cancerosas, na maioria das vezes apresenta no início alguns sinais como descamação (aquela pele bem fina que solta dos lábios) que pode evoluir para feridas que não cicatrizam. Também pode apresentar inchaço, manchas brancas e vermelhas, bolhas, sensação de queimação, nódulos, sangramento e dor.

Ao observar algum desses sintomas é fundamental procurar avaliação médica, de um especialista de cabeça e pescoço ou de um dermatologista.

Tanto as pessoas de pele clara como também as de pele morena ou negra podem desenvolver a doença e devem sempre estar atentas.

 

Saiba quais são os 3 principais fatores de risco e as formas de prevenção do câncer de lábio:

  • Exposição ao sol: o contato com os raios ultravioletas do sol é acumulativo e os danos podem aparecer a longo prazo, por isso, evite a exposição ao sol em horários de maior intensidade dos raios UV, das 10 horas às 16 horas. Utilize protetor solar labial e corporal com fator de proteção acima de 30, chapéu e bonés.
  • Tabagismo: Não fume nenhum produto derivado do tabaco (cigarro, narguilé, charuto, cachimbo, cigarro de palha)
  • Bebidas alcoólicas: o consumo deve ser com moderação
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Traqueostomia no paciente com câncer de cabeça e pescoço

Em alguns casos, quando o câncer se desenvolve na região da garganta, é necessária a realização de um procedimento cirúrgico chamado traqueostomia, que é uma abertura realizada na traqueia para a colocação de um tubo (cânula) que vai permitir a passagem do ar até chegar aos pulmões.

Isso é necessário, pois alguns pacientes podem ter dificuldade para respirar após a realização da cirurgia para a retirada do tumor. Na maioria dos casos em que a traqueostomia é necessária em pacientes com câncer de cabeça e pescoço ela é definitiva e, por isso, o paciente vai precisar aprender a ter alguns cuidados específicos.

Os pacientes podem levar algum tempo para se adaptar à traqueostomia, isso é natural e vai passar. É importante voltar a rotina e entender os cuidados necessário para evitar qualquer intercorrência.

Existem alguns tipos de cânulas que podem ser utilizadas: a metálica, a plástica com balão (cuff), a plástica sem balão. A indicação da melhor opção é feita pelo médico.

Quando a cânula metálica é utilizada, em alguns casos, será necessário substituí-la pela cânula plástica, são eles: na realização de Ressonância Magnética, Tomografias de cabeça e pescoço, radioterapia ou conforme indicação médica.

 

A comunicação com a traqueostomia

A traqueostomia não traz impactos nas cordas vocais. É possível utilizá-las para se comunicar. Nesse caso, quando for falar cubra a saída da cânula de traqueostomia com o dedo

Caso não seja possível a comunicação verbal, utilize outras formas de comunicação: expressões faciais, comunicação escrita, use uma caneta e um papel para se comunicar.

 

Cuidados durante a alimentação

  • Procure estar sentado durante a alimentação.
  • Corte a comida em pedaços pequenos
  • Coma devagar e mastigue bem os alimentos antes de engolir
  • Procure beber muita água para ajudar na hidratação
  • Interrompa a alimentação se perceber que houve escape de comida pelo orifício da cânula de traqueostomia e procure imediatamente o hospital.

 

Aqui trazemos alguns procedimentos necessários a serem realizados pelo paciente/cuidador para a manutenção da cânula e evitar a sua obstrução:

  • Sempre lavar as mãos antes de manipular a cânula
  • Procure sempre usar o protetor da cânula para evitar que entre poeira. O acessório é usado ao redor do pescoço cobrindo a cânula
  • Nunca retire o conjunto de cânula. Caso o conjunto saia, procure imediatamente a emergência do hospital
  • Sempre lave as mãos antes e após manipular a cânula
  • Retire o intermediário e lave muito bem, removendo as sujidades, secreção acumulada. Utilize escovinha própria para retirar secreções aderidas, este procedimento deve ser realizado 4x ao dia
  • Limpe bem a região do pescoço no momento do banho ou quando necessário
  • Troque o cadarço ou fixador de cânula sempre que estiver sujo, mantenha ele fixo para evitar que no caso de tosse a cânula saia
  • Recoloque o intermediário dentro da cânula que está no seu pescoço e nunca deixe a sua cânula sem o intermediário
  • Coloque duas gazes entre a pele do pescoço e a cânula para prevenir lesões e troque sempre que estiverem sujas ou úmidas
  • Realize inalação com SF0,9% pelo menos 3x ao dia para fluidificar a secreção e reduzir o risco de formação de secreção
  • Beba bastante água para hidratar
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Mitos e verdades sobre o câncer

O câncer ocorre quando as células de algum órgão ou tecido do corpo começam a se multiplicar desordenadamente e sem controle. O câncer não é uma doença única, existe mais de 100 tipos de câncer que podem se desenvolver em qualquer parte do corpo, com características e comportamentos diferentes.

A classificação do câncer é feita de acordo com seu tipo, considerando a origem celular e localização primária, ou seja, o local onde ele teve origem, por exemplo: mama, pulmão, próstata.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) são estimados 625 mil novos casos de câncer esse ano Brasil. Por isso, é muito importante saber mais sobre a doença e estar atento aos fatores de risco e de prevenção.

Confira os principais mitos e verdades sobre o câncer:

Todo nódulo ou tumor é câncer?
Mito. Nem todo nódulo ou tumor é câncer.  Ao observar alguma alteração no organismo, busque avaliação médica.

 

O câncer é contagioso?
Mito. Mesmo os tipos de câncer que são causados por vírus não são contagiosos, ou seja, não são transmitidos entre as pessoas.

 

O tabagismo é um dos principais fatores de risco para desenvolvimento do câncer?
Verdade. O tabagismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.  

 

A alimentação pode ser fator de risco para o desenvolvimento do câncer?
Verdade. Alimentos industrializados, ultraprocessados, embutidos, ricos em sódio e açúcar influenciam no desenvolvimento do câncer. Entre eles estão: biscoitos recheados, salgadinhos, presunto, mortadela, salame, lasanhas e pizzas congeladas, macarrão instantâneo, bebidas açucaradas.

 

O câncer é hereditário?
Pode ser. Em cerca de 10% dos casos a origem tem relação com alterações genéticas, ou seja, a pessoa ao nascer já tem uma mutação do gene herdada, que indica o risco aumentado para desenvolvimento do câncer. A maioria dos cânceres não é hereditária. Os fatores de risco mais incidentes são os ambientais, aqueles que podem ser evitados, como a alimentação, o tabagismo, a obesidade, o sol sem proteção, consumo exagerado de bebida alcoólica, entre outros

 

Tristeza e ansiedade causam câncer?
Mito. Não há nenhum estudo científico que comprove essa teoria. A maioria dos casos de câncer tem como causa os fatores ambientais como alimentação desequilibrada, tabagismo, obesidade, sol sem proteção, consumo excessivo de bebida alcoólica, alguns vírus. Apenas cerca de 10% são de origem hereditária.

 

Após 5 anos do câncer, a pessoa está curada?
Mito. Existem tipos de câncer que a recidiva pode ocorrer, na maioria das vezes, nos primeiros cinco anos e outros tipos que podem ultrapassar esse período. Por isso, sempre será necessário o acompanhamento e avaliação do médico em cada caso.

 

O câncer pode ser prevenido?
Verdade. Cerca de 30% dos casos poderiam ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, entre eles: realizar atividades físicas regularmente, manter o peso adequado, adotar alimentação equilibrada (rica em frutas, verduras e legumes e pobre em açúcares, alimentos industrializados, processados, embutidos), não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool, não se expor ao sol sem usar proteção, usar preservativo durante a relação sexual, tomar a vacina contra o HPV.

 

O câncer tem cura?
Depende. Alguns tipos de câncer podem ser curados, e essa possibilidade está diretamente relacionada ao diagnóstico precoce, ou seja, se descoberto em estágio inicial as chances de cura são maiores.

 

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O que é nutrição enteral?

O câncer de cabeça e pescoço muitas vezes traz ao paciente limitações na alimentação em razão das sequelas dos tratamentos indicados, como a quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia, por exemplo.

 

A perda de apetite e do paladar, a dificuldade em mastigar e engolir, as alterações gastrointestinais, a baixa imunidade, as náuseas e vômitos e até mesmo a necessidade da realização de uma traqueostomia ou a retirada cirúrgica de um tumor na região da boca ou garganta que altera a estrutura responsável pela deglutição são alguns dos responsáveis por esses impactos.

 

Quando ocorrem essas limitações, adotar intervenções nutricionais e nutrição enteral (dieta via sonda) é uma das alternativas mais eficazes para que os pacientes mantenham a alimentação necessária.

 

A nutrição enteral ocorre por meio de uma sonda, um tubo flexível que é posicionado ou implantado no intestino ou no estômago. A dieta tem consistência líquida, mas mantem o mesmo valor nutricional de uma alimentação convencional, ou seja, contém os nutrientes necessários, como vitaminas, proteínas, carboidratos, gordura, água e minerais. Ela não é  oferecida somente em ambiente hospitalar, pode ser administrada em casa, normalmente.

 

Alguns pacientes podem, a médio e longo prazo, voltar a se alimentar normalmente pela boca, já outros irão precisar desse tipo de alimentação ao longo da vida.

 

Conheça os tipos de sondas disponíveis:

  • Sonda nasoenteral em posição gástrica: o tubo flexível é introduzido pelo nariz e ligado ao estômago
  • Sonda nasoenteral em posição intestinal: o tubo flexível é introduzido pelo nariz e ligado ao intestino
  • Gastrostomia: é ligada diretamente no estômago por um pequeno orifício no abdômen
  • Jejunostomia: é ligada diretamente no jejuno, parte do intestino delgado que está localizada entre o duodeno e o íleo, por um pequeno orifício no abdômen

 

Vamos conhecer os tipos de dieta

 

Cada paciente possui uma necessidade nutricional específica, por isso, a definição dessa dieta é personalizada para cada caso, considerando a condição clínica e física de cada paciente.

  • Dieta caseira: é preparada em casa com alimentos como carne, frango, arroz, leite, legumes. Deve-se ter um controle muito rigoros em relação à higienização dos alimentos e do processo de preparo. Os alimentos devem ser cozidos, liquidificados, coados e diluídos. Assim que preparada, essa dieta deve ser guardada em geladeira por até 12 horas

 

  • Dieta industrializada: dietas prontas para o uso. Podem ser líquidas ou em pó para diluição em água. A dieta quando aberta deve ser guardada na geladeira por até 24 horas. A porção de dieta que será utilizada deve ser retirada cerca de 30 minutos antes da geladeira, permanecendo em temperatura ambiente e não devendo ser aquecida.

 

Possíveis complicações da dieta

 

Podem surgir algumas complicações na utilização da dieta enteral. Entre elas estão problemas com a sonda como obstrução, além de infecções como pneumonia de aspiração do alimento. Também podem ocorrer, desidratação, déficit de vitaminas e minerais, desequilíbrio de nutrientes, diarreia, refluxo, prisão de ventre, náuseas e vômitos.

 

Por isso, é fundamental que haja o acompanhamento da equipe médica e de nutricionistas para avaliar qualquer intercorrência.

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O que todo homem deve saber sobre o câncer de cabeça e pescoço

Novembro Azul, mês de conscientização sobre a saúde do homem e o câncer de próstata. Um momento para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer.

Os homens cuidam menos da saúde, vão menos ao médico e tem um tempo de vida menor do que as mulheres. Esses dados têm influências culturais diretas, pois os homens desde criança são ensinados a serem fortes, corajosos, imbatíveis, aqueles que não choram, não adoecem, que suportam tudo. Eles são os que se expõem mais aos riscos e aos vícios também.

Dados do IBGE confirmam esse cenário. No Brasil, os homens vivem em média 73,1 anos, enquanto as mulheres chegam aos 80,1 anos na média e a taxa de mortalidade dos homens é sempre acima das mulheres em qualquer faixa etária.

Os motivos envolvem desde causas externas e não naturais (homicídios e acidentes), como também a falta de cuidado com a própria saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 31% dos brasileiros não costumam ir ao médico – e 70% entre aqueles que vão à consulta tiveram influência de uma mulher, seja a mãe, esposa ou irmã, ou dos filhos.

Mudar esse cenário é muito importante. Os homens precisam cuidar da saúde para poder cuidar de todo o resto.

Não é só o câncer de próstata que merece atenção, apesar de ser a segunda doença oncológica masculina mais frequente. Em relação a esse tema, os homens acima de 50 anos tem a recomendação de começar a fazer os exames de rastreamento para o câncer de próstata, que são o toque retal e o PSA ( exame de sangue), simultaneamente. Se diagnosticado no início, o câncer de próstata tem 95% de chance de sucesso no tratamento.

Agora quando falamos sobre os tipos de câncer de cabeça e pescoço, dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), mostram que apenas o câncer de tireoide é mais comum em mulheres. Todos os demais, principalmente os tumores de boca e os de laringe são mais incidentes em homens.

 

O que preciso saber sobre o câncer de cabeça e pescoço

O câncer de cabeça e pescoço agrupa os tumores que se desenvolvem na face, fossas nasais, seios paranasais, boca, lábio, faringe, laringe, tireoide, glândulas salivares, tecidos moles do pescoço e paratireoide.

Boa parte desses diagnósticos ocorrem em razão de alguns hábitos de vida que são prejudiciais à saúde e, para se ter uma ideia, cerca de 40% dos casos de câncer de cabeça e pescoço poderiam ser evitados com a mudança desses hábitos, já que os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença são o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a infecção pelo HPV – Papilomavirus Humano.

Ter o hábito de fumar e consumir frequentemente bebida alcoólica aumenta os riscos de desenvolver o câncer de cabeça e pescoço. Dados do INCA mostram que 70% dos casos dessa neoplasia têm o tabagismo e o álcool como causas e que 80% dos diagnósticos da doença acontecem em fumantes ou ex-fumantes e que o consumo de bebida alcoólicas está presente em 50% dos casos.

As principais formas de prevenção são:

– não fumar nenhum produto que contenha tabaco e evitar consumir bebida alcoólica.

– vacinar contra o HPV, a vacina está disponível gratuitamente nos postos de saúde para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Para esse grupo são recomendadas 02 doses, com intervalos de 06 meses entre elas. Além desse grupo, ela também é recomendada para homens e mulheres até 45 anos portadores do vírus HIV, transplantadas de órgãos sólidos, medula óssea ou em tratamento oncológico. Nesse caso, são recomendadas 03 doses.

 

Sinais e Sintomas do câncer de cabeça e pescoço

Ao notar algum dos sinais abaixo que sejam persistentes por mais de três semanas, é fundamental buscar avaliação médica para descartar qualquer suspeita de um câncer de cabeça e pescoço:

  • ferida na boca que não cicatriza
  • manchas esbranquiçadas na boca
  • rouquidão sem causa aparente
  • nódulo palpável no pescoço
  • dor de garganta que não melhorar com o uso de antibiótico
  • dor ou dificuldade para engolir ou respirar
  • sangramento ou secreção persistente pelo nariz.
  • dor no ouvido ou dificuldade para ouvir
  • dores de cabeça e tosse persistente.

O câncer de cabeça e pescoço tem cura e isso depende do estágio em que o diagnóstico acontece. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura da doença.

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7 fatos sobre o câncer de boca

O câncer de boca, também conhecido como câncer da cavidade oral, é um tipo de câncer que pode ser prevenido, pois alguns dos principais fatores de risco estão relacionados a hábitos de vida.

Confira os 7 fatos sobre a doença que você precisa saber.

E não esqueça, a avaliação bucal realizada por um dentista, no mínimo uma vez ao ano, é fundamental para manter a saúde.

 

7 FATOS SOBRE O CÂNCER DE BOCA

 

1 – O câncer de boca é aquele que pode se desenvolver no revestimento interno (mucosa), nas gengivas, na língua, no soalho bucal, no palato (céu da boca) e na área atrás dos dentes do siso.

 

2 – Em 2022, o Brasil deve registrar 15 mil novos casos de câncer de boca de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

 

3 – O câncer de boca é um dos mais incidentes no Brasil, principalmente em homens

 

4 – O tabagismo em todas as suas formas (cigarro, charuto, cachimbo, fumo de rolo, rapé e narguilé) é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de boca. Os fumantes têm cerca de cinco vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes.

 

5 – O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também é um fator de risco importante para o câncer de boca. O risco é seis vezes maior para quem bebe do que para quem não bebe. Se associado ao tabagismo, o risco é multiplicado.

 

6 – A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) que é transmitido pelo contato sexual sem proteção, inclusive no sexo oral, é outro fator de risco para o câncer de boca

 

7 – Em estágios iniciais o câncer de boca costuma não apresentar sintomas. Com a evolução da doença, podem surgir lesões não dolorosas persistentes por mais de 15 dias, placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, nas gengivas, no céu da boca e na mucosa, nódulos no pescoço, rouquidão persistente, dificuldade de mastigação, deglutição ou fala. Ao perceber qualquer uma dessas alterações, procure avaliação médica ou de um dentista.

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