É NOTÍCIA

Categoria : Notícias Paciente

post_iodoterapia (1)

Iodoterapia no tratamento do câncer de tireoide

O principal tratamento para o câncer de tireoide é cirurgia. Em alguns casos é indicado o tratamento complementar com a iodoterapia, principalmente para os tumores de tireoide do tipo bem-diferenciado (papilíferos e carcinomas), cujas células têm características semelhantes às células tireóideas e por isso captam o iodo para fabricar hormônio. A iodoterapia contribui para eliminar as células cancerígenas que restaram no organismo após a tireoidectomia (cirurgia para a remoção da tireoide) ou a metástase para os gânglios linfáticos ou outros órgãos.

A dose de iodo radioativo (I-131), tem a capacidade de destruir as células cancerígenas, com pouco ou nenhum efeito sobre as células saudáveis. Esse protocolo contribui para diminuir o risco de recidiva do câncer, ou seja, do câncer voltar.

 

O que deve ser feito antes do tratamento da iodoterapia

Nos casos em que a tireoide foi removida durante a cirurgia, é indicado como primeira etapa elevar o nível de hormônio tireoestimulante (TSH) antes do tratamento com a iodoterapia, pois ele é mais eficaz em pacientes com níveis altos desse hormônio.

Para isso, o paciente pode receber uma injeção de TSH que faz com que que os hormônios da tireoide sejam retidos por um período de tempo ou permanecer sem tomar o hormônio T4, para que o TSH aumente espontaneamente e estimule a absorção do iodo radioativo. Também é recomendado que o paciente siga uma dieta pobre em iodo antes do tratamento, evitando alimentos que contêm sal iodado e corante vermelho, produtos lácteos, ovos, frutos do mar e soja.

 

Como é feito o procedimento de Iodoterapia

A administração do iodo-131 é feita por via oral. A depender da dose de iodo necessária, o paciente vai precisar ser internado em um quarto especial e ficar em isolamento por dois a três dias até eliminar do organismo toda substância radioativa para que não haja a contaminação do ambiente e de pessoas.
Após o tratamento com a iodoterapia é recomendado evitar a gravidez nos primeiros 12 meses.

post_reabilitacao (2)

Reabilitação da voz e da deglutição pós-tratamento do câncer de laringe

O tratamento do câncer de laringe exige também um olhar integrado da equipe multiprofissional para preservação das funções dos órgãos afetados pelo câncer, com o intuito de contribuir para minimizar os impactos na função física, social e psicológica do paciente e para sua qualidade de vida.

Assim, o processo de reabilitação se torna parte fundamental da jornada do paciente. Em algumas situações, esse paciente passa por uma cirurgia, chamada laringectomia, para a remoção parcial ou total do tumor e, também, pela radioterapia.

Esses procedimentos podem levar o paciente a ter dificuldades para engolir, falar e até mesmo respirar, uma vez que com a laringectomia pode ser necessária a realização de uma ostomia, abertura na traqueia para ajudar na respiração. Outro ponto importante é que em alguns casos, pode ser necessária uma cirurgia de reconstrução da região afetada. Quando não é possível a sua realização em razão dos danos no tecido remanescente da cirurgia inicial ou da radioterapia, existe a opção de uso de prótese para restaurar a deglutição, fala e a aparência.

Uma equipe multidisciplinar composta por fonoaudiólogos, fisioterapeutas, nutricionistas será responsável por acompanhar esse paciente em seu processo de reabilitação. 

A equipe de fonoaudiologia vai ser responsável por planejar o tratamento do paciente com foco na reabilitação da fala, deglutição e mastigação. Como durante o tratamento do câncer de laringe, o paciente pode ter utilizado a alimentação por sonda, o ato de se alimentar após esse tratamento pode exigir o acompanhamento do fonoaudiólogo que vai avaliar as consequências do tratamento e propor alternativas para a reabilitação.

Deglutição

Nem sempre, a restauração da alimentação por via oral será possível para todos os pacientes. Somente com a avaliação individualizada de cada caso é possível determinar a conduta adequada, considerando uma alimentação nutricional alternativa em conjunto com a equipe de nutricionistas, que englobe a adaptação da consistência, volume, temperatura dos alimentos, tempo destinado à entrega da alimentação e a frequência, além de manobras posturais e exercícios de mobilidade dos órgãos.  Quando existe o risco de aspiração, broncoaspiração, desnutrição ou desidratação, ainda há outras opções, que são avaliadas pela equipe multiprofissional de forma individualizada para cada paciente, entre elas: a sonda nasoenteral, gastrostomia ou nutrição parenteral total.

Fala

O tratamento do câncer de laringe pode causar alterações na fala, principalmente aqueles pacientes que passaram por laringectomia. Nesse caso, eles vão precisar reaprender a falar. Isso exige tempo e persistência e vai depender de cada caso. Para os pacientes que passaram por laringectomia total (retirada total da laringe e cordas vocais), existem três possibilidades de reabilitação: a voz esofágica, a voz traqueoesofágica e a laringe eletrônica. Já para os pacientes que receberam tratamento radioterápico ou passaram pela laringectomia parcial e ainda podem falar usando as cordas vocais, mas com algumas mudanças na qualidade da voz (rouquidão, fadiga), a equipe de fonoaudiologia poderá auxiliar na recuperação da qualidade da fala com um programa de reabilitação personalizado.

Confira o GUIA DO LARINGECTOMIZADO: http://www.gbcp.org.br/Guia_Do_Laringectomizado.pdf

post_dia-mundial-da-voz (1)

Vamos falar sobre o câncer de laringe

A laringe é a parte da garganta localizada entre a base da língua e a traqueia, é nela que estão as cordas vocais. O câncer de laringe pode se desenvolver tanto na supraglote que é a parte superior da laringe, acima das cordas vocais, como na glote, a parte média da laringe onde as cordas vocais estão localizadas, na subglote, parte inferior da laringe entre as cordas vocais e a traqueia. Tanto a fala, como a respiração e alimentação podem ser afetadas quando ocorre um câncer nessa região. A maioria dos cânceres de laringe são do tipo carcinoma de células escamosas. Segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer, estima-se que em 2021, no Brasil, serão 7.650 novos casos da doença.

A doença, que é mais prevalente em homens acima dos 50 anos, tem alguns fatores de risco importantes e que podem ser evitados: fumar, consumir bebida alcoólica em excesso e a infecção pelo vírus HPV – Papilomavírus Humano, transmitido principalmente pelo contato sexual. Além desses, o refluxo gastroesofágico, uma doença crônica, também pode levar ao desenvolvimento do câncer de laringe.
Quando o câncer se desenvolve nas cordas vocais, frequentemente, o primeiro sintoma a se manifestar é a rouquidão ou alteração da voz. Se esse sintoma persistir por mais de duas semanas é importante procurar avaliação médica. Já se o câncer se desenvolve nas demais regiões da garganta, a rouquidão ocorre em estágios mais avançados, assim como outros sinais, entre eles: dor de garganta que não passa, tosse constante, dor ao engolir e dificuldade em engolir, dor de ouvido, problemas respiratórios, perda de peso, caroço ou massa no pescoço.

Se houver suspeita de câncer de laringe, o médico vai solicitar alguns exames para diagnóstico, como a laringoscopia e exames de imagem (tomografia, ressonância magnética) e, se necessário, uma biópsia da lesão para confirmar ou descartar o diagnóstico. O tratamento do câncer de laringe vai depender do estágio da doença e das condições clínicas do paciente, podendo ser indicada a cirurgia, combinada com radioterapia ou quimioterapia após a cirurgia para reduzir as chances de recidiva do câncer.

Quanto mais precoce for o diagnóstico da doença, maiores são as chances de sucesso no tratamento.

post_mov_ca-boca_v3

Seis mitos ou verdades sobre o câncer de boca

São várias as doenças que podem acometer a nossa boca e o câncer é uma delas. O câncer de boca também chamado de câncer da cavidade oral, pode afetar gengiva, língua, soalho bucal, céu da boca e bochechas. É um tipo de câncer passível de prevenção, pois alguns dos principais fatores de risco estão relacionados a hábitos de vida. Outro fator importante é que na maioria dos casos, ele é diagnosticado em fases mais avançadas, quando as chances de cura são menores.

Então, para você conhecer mais sobre a doença e cuidar da saúde da sua boca, relacionados 6 mitos ou verdades sobre a doença. Confira

1 – O câncer de boca tem como uma das causas a infecção pelo HPV – Papilomavírus Humano, um conjunto de vírus que é transmitido principalmente pelo contato sexual (vaginal, oral e anal)?

Verdade. O HPV é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de – garganta (orofaringe) , assim como de outros tipos de câncer:, colo do útero, vagina, vulga, pênis e ânus.  Também são fatores de risco: o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, sendo que o risco é 30 vezes maior para os indivíduos que fumam e bebem do que para aquelas pessoas que não o fazem, a exposição ao sol sem proteção (importante risco para o câncer de lábio) e o excesso de gordura corporal.

 

2 – Ferida na boca há mais de 15 dias que não cicatriza pode ser sinal de câncer de boca?

Verdade. Qualquer lesão na boca que não cicatriza dentro de 15 dias precisa de uma avaliação médica ou do cirurgião dentista  para descartar qualquer suspeita.

 

3 – Próteses dentárias tem relação com o desenvolvimento do câncer de boca?

Mito. A utilização de próteses dentárias não provoca câncer, mas se a prótese não estiver bem ajustada à boca, pode trazer irritações, ferimentos e lesões como as leucoplasias ou eritoplasias, que podem evoluem para o câncer. Isso também ocorre com dentes ásperos, superfícies irregulares em obturações e coroas.

 

4 – Manchas brancas ou vermelhas na boca ou garganta podem levar ao câncer de boca?

Verdade. A leucoplasia (manchas esbranquiçadas) e eritroplasia (manchas avermelhadas) são áreas anormais na boca e em geral assintomáticas. Essas áreas podem ser cancerosas, pré-cancerosas ou benignas. A gravidade só pode ser avaliada após um exame clínico, e biópsia, quando necessário. Essas displasias podem ser causadas por um agente (tabagismo, traumatismo local crônico, provocado por dentes ásperos, superfícies irregulares em obturações, coroas ou dentaduras mal ajustadas).

 

5 – O câncer de boca é mais frequente nas mulheres?

Mito.  O câncer de boca é mais frequente   em homens. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são previstos 15.190 novos casos de câncer na cavidade oral em 2021, sendo 11.180 em homens e 4.010 mulheres.

 

6 – Exposição ao sol pode ser fator de risco para o câncer de boca?

Verdade. Os casos de câncer de lábio são mais frequentes em profissionais que trabalham ao ar livre, expostos à radiação ultravioleta do sol. Protetor labial com filtro solar ajuda na prevenção.

post_fatos-ca-tireoide (2)

5 FATOS SOBRE O CÂNCER DE TIREOIDE

A tireoide é uma glândula que se localiza na parte frontal do pescoço, abaixo da região conhecida como pomo de Adão e tem a forma de uma borboleta, com 2 lobos – o lobo direito e o lobo esquerdo – ligada por uma região chamada istmo. Ela é responsável por produzir hormônios que atuam na regulação do metabolismo do organismo, influenciam no desenvolvimento do corpo e na atividade do sistema nervoso.

O câncer pode se desenvolver nessa região. Nódulos na tireoide são muito comuns, a maioria deles são benignos, mas em alguns casos o diagnóstico (biópsia) comprova a malignidade do tumor.

 

Veja os 5 fatos sobre o câncer de tireoide que você precisa saber:

1 – O câncer da tireoide é um tumor frequente da região da cabeça e pescoço, sendo três vezes mais comum em mulheres do que nos homens. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais incidente nas mulheres acima dos 40 e homens acima dos 60 anos. O INCA – Instituto Nacional do Câncer estima que em 2021 serão 13.780 novos casos da doença.

2 – Os tipos de câncer de tireoide mais comuns são: Papilar (o tipo mais comum e de desenvolvimento mais lento); Folicular; Medular e Anaplásico (o tipo mais raro e agressivo)

3 – Os principais fatores de risco para desenvolvimento do câncer de tireoide são: ter sido submetido à tratamento de radiação na cabeça e pescoço na infância, história familiar de câncer da tireoide; algumas síndromes hereditárias, obesidade e dieta pobre em iodo (presente no sal de cozinha e outros alimentos).

4 – O sintoma mais comum do câncer da tireoide costuma ser um nódulo indolor no pescoço. Outros sinais que merecem atenção são: sensação de que o pescoço está cheio, rouquidão e tosse persistente e dificuldade para respirar.

5 – O diagnóstico do câncer de tireoide é realizado por meio de ultrassonografia do pescoço e se for encontrado um nódulo suspeito será necessário realizar uma biópsia que irá confirmar ou não a suspeita do câncer. O câncer de tireoide se detectado precocemente as chances de sucesso no tratamento podem chegar a 97%.

post_dia-hpv_v3

HPV e o desenvolvimento do câncer de boca e garganta

O HPV – Papilomavírus Humano é um grupo de vírus transmitido na maioria dos casos por meio do contato sexual (genital, oral e anal).  São mais de 150 tipos de vírus HPV e 12 deles são de alto risco para o desenvolvimento dos cânceres de garganta, boca, colo do útero, vagina, vulva, pênis e ânus

O HPV é muito comum, cerca de 8 em cada 10 pessoas terão contato com vírus no decorrer da vida. A maioria das pessoas com HPV não sabe que está infectada e não desenvolve sintomas e na maioria das vezes o corpo vai eliminar a infecção espontaneamente. Já em outros casos a infecção persiste, podendo levar ao desenvolvimento de verrugas ou papilomas genitais e até ao câncer.

HPV e câncer de garganta e boca

O câncer de garganta, também chamado de orofaríngeo, se desenvolve nas amigdalas, e ao redor da base da língua. A relação desse tipo de câncer com o HPV é mais comum nos homens, em razão da prática do sexo oral, mas as mulheres também podem adquirir o câncer nessa região em razão do HPV. Atualmente, cerca de 75% dos cânceres de garganta são resultado de infecções por HPV.

Uma vacina segura e eficaz que previne o HPV

Prevenir o HPV é possível. Existe uma vacina contra o HPV que está disponível, gratuitamente, no Sistema Único de Saúde e em clínica particulares também. Essa vacina deve ser administrada ainda na infância, antes do início da vida sexual, para ser mais eficaz.

A vacina contra o HPV previne a maioria dos cânceres de colo do útero, o câncer de ânus, vagina, vulva e reduz o risco da maioria dos cânceres de garganta, boca e pênis relacionados ao HPV. Também previne verrugas genitais.

Todas as meninas com idade entre 9 e 14 anos e todos os meninos entre 11 e 14 anos devem tomar a vacina, sendo duas doses, com intervalos de 06 meses entre elas. Além desse grupo, também é recomendada para homens e mulheres com idade entre 09 e 26 anos, portadores do vírus HIV e pessoas transplantadas de órgãos sólidos, medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 26 anos. Nesses casos, são recomendadas 03 doses, sendo que a segunda dose é feita após 2 meses da primeira e a terceira dose após 6 meses da primeira dose.

O uso de preservativo (camisinha) não é 100% eficaz para prevenir o HPV, pois não cobre todas as áreas do corpo que podem ter contato com o vírus, como a pele da região genital ou anal, por exemplo.

post_mucosite_v3

Mucosite: como minimizar os efeitos colaterais

O tratamento do câncer de cabeça e pescoço pode trazer alguns efeitos colaterais importantes, principalmente em razão da toxicidade causada pela exposição às doses elevadas de quimioterapia ou radioterapia. Dentre esses efeitos, um dos mais frequentes é a mucosite, um tipo de lesão inflamatória e/ou ulceradas que surge na cavidade oral ou no trato gastrointestinal. Geralmente, aparece entre 1 a 2 semanas após o início do tratamento e os principais sintomas são:

  • feridas na boca que podem ser vermelhas ou conter pequenas manchas brancas e sangrar ou infeccionar;
  • inchaço na gengiva, boca ou garganta;
  • dor ou desconforto ao mastigar ou engolir;
  • aumento de mucosa na boca;
  • sensação de secura, leve queimação ou dor ao comer alimentos quentes e frios;
  • azia ou indigestão.

Por geralmente causar muita dor quando surge, muitas vezes é necessário mudar a alimentação e isso pode trazer alguns outros problemas, como a desidratação, alimentação inadequada, falta de vitaminas e perda de peso. É preciso estar atento, pois a mucosite também pode interferir na evolução do tratamento, já que existe o risco do paciente apresentar um quadro de febre mais grave ou infecções.

 

Prevenção

Algumas técnicas podem aliviar ou reduzir os efeitos da mucosite, entre elas, a crioterapia que é a sucção de lascas de gelo antes e durante cada quimioterapia e a Laserterapia de baixa intensidade.

Outro fator que pode contribuir é manter a frequência dos hábitos de higiene oral, inclusive antes de iniciar o tratamento do câncer de cabeça e pescoço é recomendado passar por uma avaliação odontológica. Algumas práticas são indicadas para minimizar os efeitos da mucosite:

  • Escovar os dentes sempre após as refeições e optar por uma escova de dentes macia.
  • Buscar orientação médica sobre a utilização de fio dental, se deve ser mantido durante o tratamento e, também, sobre a utilização de enxaguantes bucais que possam auxiliar na limpeza e no desconforto.
  • Verificar com o médico sobre a prescrição de remédios indicados para reduzir o desconforto.
  • Manter os lábios úmidos, bebendo água com frequência, se não houver contraindicação médica
  • Comer alimentos congelados e alimentos líquidos e pastosos, que são mais fáceis de engolir e usar um canudo se tiver com dificuldade para engolir.
  • Evitar alimentos condimentados, ácidos, salgados ou açucarados ao extremo, duros e secos.
  • Evitar refrigerantes, álcool e tabaco.
  • Fazer um autoexame da boca duas diariamente e se observar algum sinal diferente, procurar avaliação médica.

 

Fontes:

https://revista.abrale.org.br/mucosite-tratamento-de-cancer/#:~:text=Mucosite%20s%C3%A3o%20inflama%C3%A7%C3%B5es%20que%20podem,mucosas%20s%C3%A3o%20semelhantes%20%C3%A0s%20cancer%C3%ADgenas

http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72722014000100007

https://www.cancer.org/treatment/treatments-and-side-effects/physical-side-effects/mouth-problems/mouth-sores.html

 

post_glandulas-salivares

O câncer também pode surgir nas glândulas salivares

Os tumores que acometem as glândulas salivares podem ser observados nas glândulas salivares maiores: parótidas, sublinguais e submandibulares e também nas glândulas salivares menores, que estão distribuídas praticamente por toda submucosa bucal.

Esse tipo de câncer, geralmente, no início se apresenta de forma discreta e pode ser de difícil diagnóstico. Por isso, importante que seja realizada consulta com um cirurgião-dentista especialista em estomatologia ou cirurgião de cabeça e pescoço para que seja possível identificar mesmo as lesões aparentemente discretas.

Sintomas:
• pequeno aumento de volume na parte lateral da face (especialmente região anterior à orelha, onde ficam internamente as glândulas parótidas, local mais comum para o aparecimento deste tipo de câncer), abaixo da mandíbula (glândulas submandibulares) ou embaixo da língua (glândulas sublinguais);
• pequeno aumento de volume dentro da boca, no soalho, e principalmente no palato posterior lateral (local mais comum destes tumores dentro da boca);
• paralisia facial;
• dores de ouvido.

Fatores de risco: idade avançada, exposição à radioterapia prévia, exposição ocupacional.

Tratamento: a forma de escolha depende do subtipo e estadiamento do tumor. A cirurgia é o principal tratamento. Radioterapia e quimioterapia podem ser usadas em alguns casos.

Alguns tumores raros como o carcinoma secretor de glândulas salivares apresentam uma alteração genética que o torna candidato à terapia alvo molecular (inibidores de TRK, como o Larotrectinib, por exemplo), para os casos mais graves. Felizmente, este tumor costuma ser de baixo grau, quando o tratamento cirúrgico costuma ser curativo.

 

Dr. Daniel Cohen Goldemberg é pesquisador, membro da Comissão de Ensino, professor e coordenador suplente do Programa de Residência em Odontologia do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA).

post_na-mira_especialista_v2

Quando procurar um médico especialista em Cabeça e Pescoço?

O médico cirurgião de cabeça e pescoço é um especialista no diagnóstico e tratamento dos tumores benignos e malignos que acometem a região da face, como as fossas nasais, seios paranasais, boca, lábios, faringe, laringe, tireoide, glândulas salivares, paratireoide. Nem sempre é ele quem, em um primeiro momento, avalia as alterações nessas regiões. Geralmente isso acontece com um dentista, um endocrinologista um otorrinolaringologista, um dermatologista e até mesmo um clínico geral, mas se for confirmada a suspeita de tumor, o paciente deverá ser encaminhado para essa especialidade. O paciente também pode procurar o médico de cabeça e pescoço diretamente, sem necessariamente ter antes que passar por um médico generalista.

É importante lembrar que a especialidade de Cabeça e Pescoço não trata das doenças cerebrais, como dores de cabeça, tumores cerebrais, aneurismas etc. Nesses casos, a indicação é o atendimento de um médico neurologista. Assim também acontece com dores no pescoço que devem ser avaliadas pelo ortopedistas e desvios de septo nasal, zumbidos no ouvido pelo Otorrinolaringologista.

É preciso estar sempre atento aos sintomas dos tumores de cabeça pescoço e, se observar alguma alteração, buscar a avaliação médica imediatamente. Alguns sinais importantes são; nódulos no pescoço, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, feridas na boca, lábio ou língua que não cicatrizam. 

Diagnóstico

A primeira etapa a ser realizada para investigação diagnóstica é a avaliação do histórico clínico e físico do paciente, no qual o médico vai examinar o órgão em questão. Exames de imagem como a tomografia computadorizada, ultrassonografia, radiografia, ressonância magnética também podem ser solicitados. Porém, a confirmação do câncer somente é possível após a realização de uma biópsia, retirada de um pequeno fragmento da lesão para avaliação microscópica. Existem vários tipos de biópsia e a indicação vai depender do local do tumor. Após a análise da biópsia é emitido um laudo anatomopatológico com todas as informações sobre as características do câncer para que seja possível determinar a melhor conduta de tratamento.

Tratamento multidisciplinar

Como parte do tratamento dos tumores da região da cabeça e pescoço pode ser necessário realizar uma cirurgia e, dependendo do estágio da doença, esse procedimento pode trazer algumas limitações estéticas, físicas e funcionais ao paciente, ou ser necessário ainda complementar o tratamento com radioterapia ou quimioterapia. Isso tudo requer um acompanhamento pós-cirúrgico multidisciplinar, por isso, os cirurgiões de cabeça e pescoço trabalham de forma integrada com outras especialidades médicas, como a oncologia clínica, radioterapia, estomatologia, odontologia, fonoaudiologia, psicologia, fisioterapia, nutrição. É a atuação integrada desse time que trará os melhores resultados para o paciente.

Quanto mais precoce for o diagnóstico do câncer de cabeça e pescoço maiores são as chances de sucesso no tratamento.

Câncer de cabeça e pescoço. Atenção aos sinais

Quando falamos em tumores de cabeça e pescoço estamos considerando aqueles que podem se desenvolver na boca, faringe, laringe, nas fossas nasais, nos seios paranasais, nas glândulas salivares e na tireoide. São muitos os tipos e subtipos de câncer de cabeça e pescoço e é muito importante estar atento aos sinais que podem surgir em nosso organismo para identificar se existe alguma alteração e o diagnóstico precoce seja possível. É recomendado que todos os meses, seja feito o autoexame, principalmente pelos fumantes ou por quem consome bebida alcoólica rotineiramente, observando a boca, lábios, língua e pescoço ao espelho todos os meses para verificar se há alterações, como manchas brancas, feridas ou caroços. Siga sempre a regra 1 por 3 à 1 sintoma que persiste por mais de 3 semanas deve ser investigado.

 

 

 

 

 

 

Fonte da imagem: https://makesensecampaign.eu

Dentre os sintomas mais comuns do câncer de cabeça e pescoço estão:

  • ferida na boca que não cicatriza
  • manchas esbranquiçadas na boca
  • rouquidão por mais de 15 dias
  • nódulo palpável no pescoço
  • dor de garganta que não melhorar com o uso de antibiótico
  • dor ou dificuldade para engolir ou respirar
  • sangramento ou secreção persistente pelo nariz.
  • dor no ouvido ou dificuldade para ouvir
  • dores de cabeça e tosse persistente.

Ao perceber algum desses sinais que persista por mais de três semanas, busque avaliação médica com um especialista otorrinolaringologista (médico que trata de doenças do ouvido, nariz e garganta) ou cirurgião de cabeça e pescoço para que sejam realizados os exames necessários para o diagnóstico preciso.

O câncer de cabeça e pescoço tem cura e isso depende do estágio em que o diagnóstico acontece. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura da doença. Por isso é tão importante que as pessoas, em especial as fumantes, façam o autoexame e, ao perceberem qualquer sinal suspeito, procurem atendimento médico adequado.

Powered by themekiller.com anime4online.com animextoon.com apk4phone.com