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Ensaio avaliou uso de cabecitabina adjuvante após quimiorradioterapia concomitante em pacientes

Ensaio avaliou uso de cabecitabina adjuvante após quimiorradioterapia concomitante em pacientes com carcinoma nasofaríngeo avançado




A capecitabina é um medicamento que tem melhor toxidade com perfil de manejo mais palatável, aponta estudo publicado em outubro na revista científica JAMA Oncology. O trabalho multicêntrico chinês “Adjuvant Capecitabine Following Concurrent Chemoradiotherapy in Locoregionally Advanced Nasopharygeal Carcinoma”, avaliou o papel da capecitabina como terapia adjuvante em carcinoma nasofaríngeo.


A análise incluiu 180 pacientes, com 143 deles [79,4%] homens - com idade mediana de 47 [40-55] anos. Os pacientes foram recrutados de 31 de março de 2014 a 27 de julho de 2018 em três instituições na China, com pelo menos três anos de acompanhamento. A data de corte da coleta de dados foi 9 de fevereiro de 2022. Os pacientes foram aleatoriamente designados para receber Capecitabina (duas vezes ao dia por 14 dias, a cada 3 semanas, por 8 ciclos) ou observação após quimiorradioterapia a cada 3 semanas por 2 a 3 ciclos, dependendo da duração da radioterapia.


Para avaliar esses resultados, o convidado pelo GBCP é o oncologista clínico Daniel Oliveira Brito, membro da American Society of Clinical Oncology (ASCO) e médico titular do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB). Na opinião Daniel Brito, três pontos são importantes nessa pesquisa chinesa. “O estudo não levou em consideração a quimioterapia de indução, que já é uma realidade em pacientes com carcinoma de nasofaringe localmente avançado, principalmente em pacientes de alto risco”, explica. Brito ressalta que pacientes de 2014 a 2018 participaram da pesquisa e existem alguns estudos mais recentes, o que de alguma forma impacta na interpretação dos resultados para entender o benefício da terapia.


O oncologista aponta também para o benefício em sobrevida global. “Em outro estudo publicado ano passado, com capecetabina e em um regime metronômico, houve ganho de sobrevida global”, aponta. Por último, Dr. Daniel Brito afirma que existem poucos eventos para analisar uma população pequena, de 180 pacientes, assim como questiona se isso será utilizado na prática e qual é a população de fato que vai se beneficiar dessa estratégia.


Referência do estudo

Miao J, Wang L, Tan SH, Li JG, Yi J, Ong EHW, Tan LLY, Zhang Y, Gong X, Chen Q, Xiang YQ, Chen MY, Guo Y, Lv X, Xia WX, Tang L, Deng X, Guo X, Han F, Mai HQ, Chua MLK, Zhao C. Adjuvant Capecitabine Following Concurrent Chemoradiotherapy in Locoregionally Advanced Nasopharyngeal Carcinoma: A Randomized Clinical Trial. JAMA Oncol. 2022 Oct 13:e224656. 


O estudo também foi comentado em episódio do Conexão Cabeça e Pescoço, o nosso podcast, em formato de pílulas. 


Confira:

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