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Estudo aponta que óleo cannabidiol não reduz desconforto de sintomas de pacientes oncológicos

Estudo aponta que óleo cannabidiol não reduz desconforto de sintomas de pacientes oncológicos em cuidados paliativos





O óleo cannabidiol (CBD) não agregou valor à redução do desconforto dos sintomas de pacientes oncológicos em cuidados paliativos. A conclusão é de estudo australiano, multicêntrico, publicado no Journal of Clinical Oncology (JCO). Os participantes eram adultos com câncer avançado e sintomas de angústia, que receberam óleo CBD em diferentes esquemas de prazos e dosagens por 28 dias.


Para o estudo Phase IIb Randomized, Placebo-Controlled, Dose-Escalating, Double-Blind Study of Cannabidiol Oil for the Relief of Symptoms in Advanced Cancer (MedCan1-CBD) foram designados aleatoriamente 144 pacientes elegíveis. O desfecho primário foi o sofrimento total dos sintomas da ESAS -Edmonton Symptom Assessment Scale e pontuação (TSDS) no 14º dia. A resposta foi definida como uma diminuição no TSDS entre o 6º e 14º dia.


Os resultados secundários foram ESAS TSDS ao longo do tempo, escores de sintomas individuais, dose efetiva determinada pelo paciente, uso de opioides, impressão de mudança global, depressão, ansiedade, qualidade de vida e eventos adversos.


Dos 144 pacientes designados aleatoriamente, o tamanho planejado da amostra de 58 participantes em CBD e 63 que receberam placebo atingiu o ponto de análise primário (dia 14). Todos os componentes do ESAS melhoraram (caíram) ao longo do tempo, sem diferença entre os braços. A dose média de CBD selecionada pelo participante foi de 400 mg por dia sem correlação com a dose de opioides.


Não houve efeito detectável do CBD na qualidade de vida, depressão ou ansiedade. Os eventos adversos não diferiram significativamente entre os braços, exceto a dispneia, que foi mais comum com o CBD. A maioria dos participantes relatou sentir-se melhor

Para comentar este trabalho, a convidada pelo GBCP é a médica paliativista Fabiana Gomes de Campos, do Departamento de Cuidados Paliativos do A.C.Camargo Cancer Center.


Em sua avaliação, os pesquisadores optaram por usar uma molécula isolada e elas se combinam e se ligam aos diferentes receptores. “Dependendo da molécula que se juntou e se ligou a determinado receptor, ele desencadeia ações, o que pode impactar no resultado”, explica.


Embora tenha havido um entusiasmo significativo no uso de cannabis como tratamento médico, este estudo controlado randomizado de óleo não encontrou nenhum benefício em relação ao tratamento padrão. Por isso, os autores concluíram que o óleo de CBD não agregou valor à redução do desconforto dos sintomas, fornecida apenas pelos cuidados paliativos especializados.


Toda a pesquisa também foi comentada em episódio do Conexão Cabeça e Pescoço, o podcast, em formato de pílulas, do GBCP.


Confira:


Referência do estudo


Hardy J, Greer R, Huggett G, Kearney A, Gurgenci T, Good P. Phase IIb Randomized, Placebo-Controlled, Dose-Escalating, Double-Blind Study of Cannabidiol Oil for the Relief of Symptoms in Advanced Cancer (MedCan1-CBD). J Clin Oncol. 2023 Mar 1;41(7):1444-1452. 


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