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Revisão sistemática apresenta correlação entre a extensão extranodal radiológica e patológica

Revisão sistemática apresenta correlação entre a extensão extranodal radiológica e patológica no câncer orofaríngeo associado ao HPV





As infecções por HPV de alto risco podem causar câncer nas partes do corpo onde as células são infectadas, como a orofaringe (trecho da garganta logo atrás da boca). O carcinoma espinocelular de orofaringe associado ao papilomavírus humano (HPV[+]OPSCC) requer mais pesquisas para otimizar o sistema de estadiamento clínico existente e orientar a seleção do tratamento.


Para aprofundar o tema, foi publicado em setembro na <em>Wiley</em> o estudo “Correlation between radiologic and pathologic extranodal extension in HPV-associated oropharyngeal cancer: Systematic review”, no qual pesquisadores realizaram uma revisão sistemática para compreender se o pré-tratamento da extensão extranodal (ENE) tem implicações clínicas significativas no carcinoma espinocelular de orofaringe (OPSCC) positivo para papilomavírus humano (HPV+).


Na metodologia utilizada, os critérios de inclusão foram identificados e selecionados com a ajuda de um bibliotecário científico, com data de corte de 18 de maio de 2021. A pesquisa foi realizada nos bancos de dados eletrônicos MEDLINE (PubMed), Embase (Ovid), Cochrane Central Register of Controlled Trials (via Cochrane Library), Web of Science e Scopus (apenas pesquisas em inglês fizeram parte).


Um total de 1772 citações foram recuperadas na busca inicial. Após a triagem dos títulos e resumos, seis estudos foram incluídos na revisão, sendo quatro elegíveis para metanálise e dois submetidos à síntese narrativa. 


A convite do GBCP para comentar esse estudo, a médica radiologista Dra. Gislaine Machado Porto, do Departamento de Diagnóstico por Imagem e do Centro de Referência de Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo Cancer Center, observa que “todos os pacientes tinham confirmação histopatológica nesses linfonodos suspeitos, o que é muito interessante”, afirma.


Segundo Dra. Gislaine, o grupo de pesquisa acertou em inserir pacientes que não haviam sido submetidos a uma terapia, quimioterapia ou radioterapia, porque alterações pós-terapêuticas podem confundir, principalmente as da gordura de pele linfodomodal - principal critério para avaliar se vai ter ou não extensão extracapsular. Mas ela alerta que “devido ao pequeno número de casos incluídos, não se conseguiu agrupar todas as diferentes modalidades na análise da metanálise”.


A especialista ainda observa que “a resposta para avaliar o melhor método em pacientes com câncer orofaríngeo associado ao HPV persiste em aberto”. A profissional conclui que este estudo tem um impacto ao reforçar a tomografia como um método muito bom de primeira escolha na avaliação de OPSCC. “É rápido, barato, disponível e tem um desempenho moderado regular pra avaliação a extensão extracapsular”, diz.

 

Referência do estudo

Morey T, Hodge J-C, Stern C, Krishnan S, Foreman A. Correlation between radiologic and pathologic extranodal extension in HPV-associated oropharyngeal cancer: Systematic review. Pescoço. 2022;44(12): 2875-2885. doi:10.1002/hed.2718.


O estudo também foi comentado em episódio do Conexão Cabeça e Pescoço, o nosso podcast, em formato de pílulas. 


Confira:


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