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Por que o paciente com câncer de cabeça e pescoço precisa do acompanhamento de um fonoaudiólogo?

O tratamento do câncer de cabeça e pescoço, que engloba os tumores da cavidade oral, fossas nasais, seios paranasais, lábios, faringe (nasofaringe, orofaringe e hipofaringe), laringe, tireoide, glândulas salivares, tecidos moles do pescoço, paratireoide, base de crânio, geralmente envolve a necessidade de cirurgia e/ou radioterapia e e/ou quimioterapia e, a depender da extensão, localidade e estadiamento desse tumor esses procedimentos podem acarretar alguns distúrbios temporários ou permanentes.




Por isso, ter um fonoaudiólogo especializado em oncologia como parte da equipe multiprofissional para o cuidado integral desse paciente é fundamental.


A atuação do fonoaudiólogo deve ocorrer em todas as etapas, desde o pré-tratamento, tratamento até o pós-tratamento. É durante a fase de pré-tratamento que o fonoaudiólogo, em conjunto com o oncologista e cirurgião, já pode fazer a avaliação dos possíveis riscos e perdas decorrentes do tratamento, construir a abordagem terapêutica mais indicada e fornecer orientações e esclarecimentos ao paciente e familiares/cuidadores sobre esse processo. Isso traz mais segurança e estabelece um elo de confiança entre equipe e paciente.

 

Distúrbios decorrentes do tratamento


Dentre as complicações do tratamento do câncer de cabeça e pescoço estão as alterações fisiológicas, como a disfagia, aspiração, dificuldades de mastigação, alterações na fala e alterações estéticas, o que resulta na redução da qualidade de vida dos pacientes.


A avaliação do fonoaudiólogo engloba os impactos na motricidade oral, na fala, na deglutição, respiração, no padrão de articulação, se será necessária a utilização de sonda alimentar, de traqueostomia, de aparelho fonatório para produção da voz. O objetivo é a reabilitação das funções e proporcionar melhora da qualidade de vida.


No caso da deglutição, por exemplo, quando o paciente, após período de utilização de sonda para se alimentar, já consegue engolir com segurança, sem aspiração, durante o processo de reintrodução da alimentação por via oral, é o fonoaudiólogo quem vai definir a consistência mais adequada do alimento e fazer a estimulação sensorial, manobras para proteção das vias aéreas e exercícios de fortalecimento.


Já no caso de pacientes que perderam a fala em razão de uma laringectomia total (cirurgia para a retirada da laringe), o fonoaudiólogo faz o acolhimento desse paciente e orienta sobre os mecanismos disponíveis para reabilitação vocal, fazendo o acompanhamento e treinamento durante todo o processo.


O cuidado integral de uma equipe multidisciplinar que conta com o apoio de um fonoaudiólogo para o paciente em tratamento do câncer de cabeça e pescoço contribui efetivamente para aumentar as chances de  sucesso do tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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