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Julho Verde 2022 - Carolina Ferrão Huibers Vitor: Tive câncer de orofaringe, um nódulo pequeno

Julho Verde 2022 - Carolina Ferrão Huibers Vitor: Tive câncer de orofaringe, um nódulo pequeno e indolor foi o primeiro sinal


Meu nome é Carolina Ferrão Huibers Vitor, tenho 45 anos, sou casada com Claudio e mãe de três filhos. Moramos em Sete Lagoas, Minas Gerais e somos muito felizes. Em 2020, durante a pandemia da Covid-19, fui diagnosticada com câncer de orofaringe, um tipo de câncer de cabeça e pescoço.


Quando recebi o diagnóstico, olhei para o câncer como uma etapa a ser vencida e não como uma sentença de morte e hoje posso dizer que venci.


Um pequeno incomodo estético


Tudo começou, em novembro de 2019, quando percebi um pequeno nódulo embaixo de minha mandíbula. Apesar de não sentir dor ou qualquer outro sintoma, achei muito estranho aquele caroço e resolvi buscar avaliação médica.


Sou nutricionista de formação e sempre estive atenta a minha saúde. Meus exames de sangue estavam normais e uma ultrassonografia mostrou que o nódulo por dentro parecia algo líquido e o médico disse que logo esse nódulo iria desaparecer, mas isso não aconteceu. Em janeiro de 2020, o nódulo ainda continuava lá. Eu não sentia qualquer dor, meu incomodo era estético e decidi fazer consultas com dois especialistas, um médico otorrinolaringologista e um endocrinologista.


O otorrino olhou a ultrassonografia e pediu que eu procurasse um cirurgião de cabeça e pescoço. Foi o que fiz imediatamente.  Esse especialista achou que se tratava de uma má formação genética. Recomendou a retirada cirúrgica porque eu estava incomodada com a aparência daquele nódulo. Veio a pandemia da Covid-19 em março de 2020 e como minha cirurgia era estética, foi adiada.


Um sinal diferente


No entanto, em agosto de 2020, comecei a sentir certa dor na região do nódulo. Voltei ao cirurgião de cabeça e pescoço que ao me examinar percebeu que as amígdalas estavam diferentes. Realizei uma nasofibrolaringoscopia, um tipo de endoscopia feita pelo nariz, que permite colher amostras de tecido para biopsia.


Nesse exame veio a confirmação de um câncer de orofaringe. Foi quando tudo mudou e o tempo passou a ser importante. O tratamento indicado para meu caso foi quimioterapia e radioterapia.


Suporte multidisciplinar


Foi durante o tratamento que descobri a existência e a importância da equipe multidisciplinar. Além do oncologista clínico, responsável pelo tratamento de quimioterapia, e o radioterapeuta, responsável pela radioterapia, tive o suporte de enfermeiros, dentistas, nutricionistas, psicólogos.


Esse time foi fundamental na minha jornada de tratamento e não tenho palavras para agradecer a cada um deles e aos médicos. Além da minha família, pude contar com o acompanhamento de todos esses profissionais.


Celebrar a vida


Meu tratamento foi de novembro de 2020 a fevereiro de 2021. O fato de eu não ter ignorado aquele nódulo e ter buscado avaliação médica, ter tido todo o apoio familiar, ter acesso aos exames, ao tratamento e uma equipe médica e multiprofissional de excelência foram determinantes para alcançar o resultado esperado.


O PET-CT, exame de diagnóstico por imagem capaz de identificar o câncer em qualquer região do corpo, mostrou que eu estava livre do câncer de orofaringe e que não havia qualquer sinal da doença em outros locais.


Neste dia, celebramos a vida em família com muita alegria e é o que fazemos todos os dias. Hoje sou uma pessoa que cuida ainda mais da saúde e se eu tivesse que escolher uma ideia para passar adiante sobre a minha experiência com o câncer eu diria: fique atento a qualquer mudança em seu corpo e procure um médico. Se você tiver um câncer, o tempo é seu aliado.

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