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O que é recidiva do Câncer de Cabeça e Pescoço?

  • Foto do escritor: gbcpcomunicacao
    gbcpcomunicacao
  • 11 de jun.
  • 3 min de leitura

Depois de concluir o tratamento do câncer de cabeça e pescoço, mesmo sem qualquer sinal visível da doença, os especialistas falam que o paciente está em remissão. Isso quer dizer que ainda há risco de ter células de câncer muito pequenas e inativas no organismo.  Quando essas células voltam a se multiplicar, a doença se manifesta novamente e, temos ai ua recidiva do câncer.


recidiva

Quando essas células voltam a se multiplicar, a doença se manifesta novamente. Esse mecanismo pode ocorrer mesmo quando o tratamento foi tecnicamente bem realizado e adequado para o caso.

 

Dá para entender por que a cura de um câncer de cabeça e pescoço, assim como de qualquer outra doença oncológica,  só é considerada depois que o paciente fica, pelo menos,  cinco anos livre de doença. Mesmo após esse período recomenda-se que o paciente mantenha o acompanhamento que pode ser feito em intervalos maiores.


As chances de recidiva de câncer de cabeça e pescoço não são iguais para todos os casos. Elas variam de acordo com o estágio em que o câncer foi diagnosticado e com os hábitos de vida do paciente. Quem teve o diagnóstico nos estágios iniciais e não fuma nem consome bebidas alcoólicas tem probabilidade menor de enfrentar o retorno da doença. Já os casos diagnosticados em fase mais avançada, especialmente aqueles associados ao tabagismo, apresentam risco maior de recidiva.

 

Onde recidiva pode aparecer


A recidiva do câncer de cabeça e pescoço pode surgir no mesmo local onde o tumor original se desenvolveu ou em órgãos mais distantes, como pulmões, ossos e fígado. Por isso, os especialistas a classificam a recidiva em três tipos:

 

  • Local: quando o tumor retorna no lugar de origem

  • Regional: quando aparece nos gânglios linfáticos cervicais;

  • À distância: quando a doença se instala em órgãos fora da região de cabeça e pescoço.


Os sinais de uma recidiva nem sempre são evidentes, mas alguns sintomas repentinos não devem ser ignorados:

 

  •       Surgimento de nódulo ou caroço novo

  • Dor persistente em região já tratada

  • Dificuldade para engolir ou falar

  • Rouquidão que não passa

  • Perda de peso sem causa aparente

  • Cansaço fora do comum.

 

É importante que qualquer alteração desse tipo seja comunicada ao médico. Ela pode não estar relacionada a uma recidiva, mas é melhor não correr qualquer risco, lembrando que o diagnóstico precoce amplia as opções de tratamento e melhora os resultados.


O aparecimento de um segundo câncer nem sempre é uma recidiva. A doença também pode ser um segundo tumor primário. Na recidiva, o câncer anterior volta a se manifestar. No segundo tumor primário, surge um novo câncer, independentemente do primeiro, em outro local do organismo. Fazer essa diferenciação importa tanto para o diagnóstico quanto para o plano de tratamento.

 

Vale ressaltar que o risco de desenvolver um segundo tumor primário é maior para os pacientes que continuam a fumar e consumir álcool após o tratamento do primeiro câncer. Por isso, abandonar esses hábitos faz parte do tratamento.

 

Recidiva tem tratamento


O diagnóstico de recidiva é feito da mesma forma que o diagnóstico inicial: avaliação clínica, exames de imagem, laboratoriais e, quando necessário, biópsia para confirmação. Uma vez confirmada, o tratamento segue as mesmas linhas utilizadas para o câncer original –  cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, de forma isolada ou combinada. A escolha da abordagem depende de onde e como a doença voltou, do estado de saúde geral do paciente e do histórico de tratamentos anteriores.

 

Em muitos casos, a recidiva pode ser controlada ou curada. A oncologia avançou muito nessa área, e novas terapias continuam sendo incorporadas ao tratamento. Manter o acompanhamento regular com o médico, comunicar qualquer sintoma novo com agilidade e seguir as orientações médicas são as melhores medidas que o paciente deve adotar antes e depois dos cinco anos do primeiro tratamento.

 


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