O que é recidiva do Câncer de Cabeça e Pescoço?
- gbcpcomunicacao

- 11 de jun.
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Depois de concluir o tratamento do câncer de cabeça e pescoço, mesmo sem qualquer sinal visível da doença, os especialistas falam que o paciente está em remissão. Isso quer dizer que ainda há risco de ter células de câncer muito pequenas e inativas no organismo. Quando essas células voltam a se multiplicar, a doença se manifesta novamente e, temos ai ua recidiva do câncer.

Quando essas células voltam a se multiplicar, a doença se manifesta novamente. Esse mecanismo pode ocorrer mesmo quando o tratamento foi tecnicamente bem realizado e adequado para o caso.
Dá para entender por que a cura de um câncer de cabeça e pescoço, assim como de qualquer outra doença oncológica, só é considerada depois que o paciente fica, pelo menos, cinco anos livre de doença. Mesmo após esse período recomenda-se que o paciente mantenha o acompanhamento que pode ser feito em intervalos maiores.
As chances de recidiva de câncer de cabeça e pescoço não são iguais para todos os casos. Elas variam de acordo com o estágio em que o câncer foi diagnosticado e com os hábitos de vida do paciente. Quem teve o diagnóstico nos estágios iniciais e não fuma nem consome bebidas alcoólicas tem probabilidade menor de enfrentar o retorno da doença. Já os casos diagnosticados em fase mais avançada, especialmente aqueles associados ao tabagismo, apresentam risco maior de recidiva.
Onde recidiva pode aparecer
A recidiva do câncer de cabeça e pescoço pode surgir no mesmo local onde o tumor original se desenvolveu ou em órgãos mais distantes, como pulmões, ossos e fígado. Por isso, os especialistas a classificam a recidiva em três tipos:
Local: quando o tumor retorna no lugar de origem
Regional: quando aparece nos gânglios linfáticos cervicais;
À distância: quando a doença se instala em órgãos fora da região de cabeça e pescoço.
Os sinais de uma recidiva nem sempre são evidentes, mas alguns sintomas repentinos não devem ser ignorados:
Surgimento de nódulo ou caroço novo
Dor persistente em região já tratada
Dificuldade para engolir ou falar
Rouquidão que não passa
Perda de peso sem causa aparente
Cansaço fora do comum.
É importante que qualquer alteração desse tipo seja comunicada ao médico. Ela pode não estar relacionada a uma recidiva, mas é melhor não correr qualquer risco, lembrando que o diagnóstico precoce amplia as opções de tratamento e melhora os resultados.
O aparecimento de um segundo câncer nem sempre é uma recidiva. A doença também pode ser um segundo tumor primário. Na recidiva, o câncer anterior volta a se manifestar. No segundo tumor primário, surge um novo câncer, independentemente do primeiro, em outro local do organismo. Fazer essa diferenciação importa tanto para o diagnóstico quanto para o plano de tratamento.
Vale ressaltar que o risco de desenvolver um segundo tumor primário é maior para os pacientes que continuam a fumar e consumir álcool após o tratamento do primeiro câncer. Por isso, abandonar esses hábitos faz parte do tratamento.
Recidiva tem tratamento
O diagnóstico de recidiva é feito da mesma forma que o diagnóstico inicial: avaliação clínica, exames de imagem, laboratoriais e, quando necessário, biópsia para confirmação. Uma vez confirmada, o tratamento segue as mesmas linhas utilizadas para o câncer original – cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, de forma isolada ou combinada. A escolha da abordagem depende de onde e como a doença voltou, do estado de saúde geral do paciente e do histórico de tratamentos anteriores.
Em muitos casos, a recidiva pode ser controlada ou curada. A oncologia avançou muito nessa área, e novas terapias continuam sendo incorporadas ao tratamento. Manter o acompanhamento regular com o médico, comunicar qualquer sintoma novo com agilidade e seguir as orientações médicas são as melhores medidas que o paciente deve adotar antes e depois dos cinco anos do primeiro tratamento.



