Paciente com câncer de cabeça e pescoço: por que a equipe multidisciplinar faz diferença?
- gbcpcomunicacao
- há 20 horas
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Embora cirurgia, radioterapia e oncologia clínica sejam pilares fundamentais do tratamento do câncer de cabeça e pescoço, as especialistas destacam que o cuidado com o paciente vai muito além dessas áreas. Nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e diversos outros profissionais desempenham papel essencial desde a preparação para o tratamento até a reabilitação, contribuindo para preservar funções como fala, deglutição, respiração, alimentação e qualidade de vida.

O episódio 39 do nosso podcast Conexão Cabeça e Pescoço, discute a importância da atuação integrada da equipe multidisciplinar no tratamento dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço. Com mediação da oncologista clínica Dra. Aline Lauda, uma das fundadoras do GBCP, a convidada é Dra. Fátima Matos, cirurgiã de cabeça e pescoço e vice-presidente da GBCP.
Embora cirurgia, radioterapia e oncologia clínica sejam pilares fundamentais do tratamento, as especialistas destacam que o cuidado com o paciente vai muito além dessas áreas. Nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e diversos outros profissionais desempenham papel essencial desde a preparação para o tratamento até a reabilitação, contribuindo para preservar funções como fala, deglutição, respiração, alimentação e qualidade de vida.
Durante o episódio, Fátima Matos explica que um dos conceitos mais importantes é o da pré-habilitação, período anterior ao início do tratamento em que o paciente já deve ser avaliado por diferentes profissionais. Segundo ela, esse acompanhamento precoce permite identificar necessidades específicas, preparar melhor o paciente para as etapas seguintes e criar um vínculo de confiança com toda a equipe de saúde, favorecendo a adesão ao tratamento.
Tumor Boards: discussão de casos de câncer de cabeça e pescoço
A conversa também destaca os chamados tumor boards, reuniões multidisciplinares nas quais diferentes especialistas discutem conjuntamente cada caso para definir a melhor estratégia terapêutica. Estudos mostram que esse modelo favorece decisões mais integradas e está associado a melhores resultados clínicos. Para as especialistas, a integração entre os profissionais deve ocorrer desde o diagnóstico e se manter durante todo o tratamento e o acompanhamento do paciente.
Outro ponto abordado é a necessidade de alguém assumir a coordenação desse processo. Fátima Matos explica que o sucesso da assistência integrada depende da existência de um profissional ou grupo responsável por organizar as discussões clínicas, mobilizar os diferentes especialistas e garantir que todos participem das decisões terapêuticas. Ferramentas simples, como grupos de WhatsApp e plataformas de videoconferência, podem facilitar essa comunicação, especialmente em serviços onde os profissionais atuam em locais diferentes.
As especialistas também ressaltam a importância da enfermagem navegadora, responsável por acompanhar a jornada do paciente e facilitar a comunicação entre os diferentes membros da equipe, contribuindo para que o cuidado seja mais organizado, contínuo e eficiente. Ao longo da conversa, Aline Lauda e Fátima Matos relacionam esse modelo de assistência ao tema da campanha Julho Verde 360 – Integração para Transformar o Futuro, promovida pelo GBCP em 2026. Segundo elas, o conceito de cuidado em 360 graus representa a necessidade de enxergar o paciente de forma integral, reconhecendo que suas necessidades vão muito além do controle do tumor e exigem uma atuação coordenada entre diferentes especialidades.
Na avaliação das especialistas, ampliar esse modelo de assistência é um dos principais desafios para os próximos anos, especialmente no Sistema Único de Saúde. A experiência de centros que já trabalham com equipes multidisciplinares demonstra que a integração melhora a qualidade da assistência, fortalece o trabalho colaborativo entre os profissionais e amplifica os resultados para os pacientes.
O papo completo está disponível em episódio do Conexão Cabeça e Pescoço, o podcast, em formato de pílulas, do GBCP.
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